Depois de quase 15 dias viajando, agora sim poderei escrever mais periodicamente porque acabo de comprar um netbook..Não teve jeito realmente...Tudo isso por inexperiência minha, que me fez ficar neurada com o peso da bagagem de mão. Então, se você vai viajar, não fique preocupado com isso! As pessoas carregam verdadeiras malas como bagagem de mão e viajam tranquilas. Logicamente, quem carrega muita coisa tem mais trabalho pra entrar no país. Aliás, entrar no Canadá é super tranquilo (menos de 15 minutos), mas nos Estados Unidos é um saco: eu tinha duas horas entre desembarcar em Miami e pegar o vôo pra NYC e foi muuuuiiiito apertado! Sem contar que o aeroporto de Miami é uma verdadeira cidade: alguém que precise fazer uma conexão e que não arranhe inglês ou espanhol, está realmente encrencado lá. E, pra completar, a gente tem que ficar praticamente pelado pra passar no Raio-X. Até o sapato a gente tira...afff.... Outra coisa é que não vale a pena investir em cadeado pra mala, porque, seja ele minúsculo ou gigante, a alfândega vai dar um jeito de arrombar: saí do Brasil com 3 e só me resta 1.
Aos que amam NYC antes mesmo de conhecê-la (Dani, Gaby, Tia Andreia), saibam que estão cobertas de razão: aquilo não é cidade pra uma semana, mas pra uma vida inteira! Espero que conheçam em breve! NY é uma cidade totalmente cosmopolita. Por isso, não serve de base para emitir qualquer valor sobre o povo americano. No entanto, vale dizer que muitas expectativas negativas que eu tinha com relação a estar nos Estados Unidos foram quebradas. Em primeiro lugar é possível comer muito bem e de forma saudável e barata, sem ter que aderir ao fast food. Segundo, achei NYC bastante limpa e segura. Mas, o que mais me marcou, seguramente foi o fato de as pessoas sempre partirem do pressuposto de somos honestos. No Brasil, é como se tivéssemos que provar o tempo todo que somos corretos. Em NYC não. A palavra tem valor. Achei isso muito bonito. Em todos os lugares em que comprei ingresso, por exemplo, os atendentes me perguntaram se eu era estudante. Eu respondia que sim e fazia menção de pegar a carteirinha, mas eles dispensavam: a minha verdade era suficiente! Ao mesmo tempo, em muitos museus as entradas são abertas e é muito fácil entrar sem pagar. Em alguns, o pagamento é até opcional, como uma contribuição com a manutenção do acervo. Mas as pessoas escolhem pagar. Na verdade, durante o tempo em que estive em NYC, eu me sentia tão grata pelo que a cidade estava me proporcionando, que eu jamais teria coragem de não pagar, mesmo quando o pagamento era opcional. Acho que foi essa gratidão que me fez chorar horrores no musical do Rei Leão: eu não chorei porque era triste, mas porque era lindo demais, envolvente demais e porque eu estava agradecendo por estar ali.
Agora, uma coisa é certa: quem tem síndrome do "meu país é subdesenvolvido" pode ir tratando de se curar, porque aqui tem muito problema também. O metrô de Toronto, por exemplo, é imundo e lotado. O de SP ganha fácil, apesar de não ter o fator neve: aqui, nossos sapatos ficam cheios dela e, basta entrarmos na estação, que o gelo derrete e faz aquela bagunça!. Além disso, o metrô é um ponto de suicídio, cujos índices são altíssimos. As pessoas se matam se jogando no buraco do trem! Sureal! Só no mês passado, foram 4 se jogando na frente do metrô!
Vou parando por aqui...Em breve, mais histórias... e vou dar um jeito de descarregar minha câmera também...impressionante como a ausência do nosso computador pessoal desorganiza a vida!
Mãe, não se preocupe! Estou bem, comendo bem, tomando banho, durmindo bem. Se eu fizer uma comparação com o que já ouvi de outros estudantes, posso considerar que vivo em um hotél 5 estrelas: tem gente morando em porão! punk!
PS: ESTOU PREOCUPADA COM A AMANDA ( MINHA PRIMA DE 15 ANOS QUE ESTÁ EM VANCOUVER). NOTÍCIAS, POR FAVOR!
Bjos.
Saudades.
Luiza