segunda-feira, 21 de junho de 2010

QUANDO EU DANÇO...

"Você tem que amar a dança para persistir nela. Ela não te dá nada em troca, nenhuma pintura para mostrar nas paredes e talvez pendurar em um museu, nenhum poema para ser impresso e vendido, nada além do momento fugaz único em que você está vivo. Ela não é para almas instáveis." Merce Cunningham





Acho que é tudo por hoje.

terça-feira, 15 de junho de 2010

SÓ BRASILEIROS.

15 de Junho. Hoje o dia amanheceu diferente. O país continental, que tranquilamente podia ser vários - e as vezes o é - mostrou que responde pelo mesmo nome. E os relógios andaram em um ritmo diferente: não importava que horas era, mas quanto tempo faltava. E as peças verdes e amarelas saíram dos armários: uma tiara, um relógio, uma meia, um colar, um sapato ou a famosa camisa. Até lentes de contato com a bandeira do Brasil eu vi. E nesse mar de cores que todos sabiam reconhecer e ler, tudo se tornou oficial. Não havia uniformes mais ou menos dignos: hoje nós éramos simplesmente brasileiros. E assim passou o ciclista, e ele era verde-amarelo. E passou o médico, com a amarelinha sob o jaleco. E passou o empresário. E passou o vigia de carro. E passaram crianças. E passaram mulheres, homens, idosos, bebês, cachorros. E o verde e amarelo combinou com todas as cores. E não importava o carro. E não importava a profissão: todos sabíamos para onde estávamos indo e o que estava para acontecer. E os pontos de ônibus lotaram. E o trânsito se encheu de um engarrafamento esperto, de quem tem urgência de chegar.
Hoje, a palavra "vuvuzela" deixou de ser estranha: ela estava na mão e na garganta de todos, ajudando a conjugar um verbo que o brasileiro nasceu sabendo: torcer. E todos se tornaram amigos. E o motorista de ônibus topou parar fora do ponto. E o síndico trocou o bilhete mal humorado no elevador do prédio por um convite para ver o jogo. E, assim, o país das desigualdades foi um, ainda que apenas por algumas horas. E o mundo, que hoje à tarde se chamou Brasil, parou para ver a Seleção jogar. E eu me emocionei. Foi bonito de ver e sentir.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

NOSSA POLIDEZ NOS FAZ MAL

No Brasil são fartos os exemplos das campanhas publicitárias tiradas do ar... Tudo o que soa agressivo, polêmico ou provocativo demais pode estar sujeito a reclamações e às intervenções do CONAR, que regulamenta a atividade publicitária no país. Legítimo? Parece que sim. Afinal, a população tem o direito de se manifestar. O que às vezes eu me pergunto, é se a "polidez" ou essa fragilidade do brasileiro em relação a polêmicas (e, em grande parte das vezes, isso significa não estar muito disposto a discutir o que realmente importa) não nos atrapalha.
Essa semana me chegou por e-mail um vídeo made in Inglaterra: trata-se de uma campanha sobre os efeitos do álcool e das drogas na vida de todo mundo. O vídeo é pesado? Sim. Mas resolveu o problema: depois dele, foi observada uma mudança de atitude em 40% da população inglesa, com queda do número de acidentes e do uso de entorpecentes. Em se tratando de assuntos como esse, que interferem diretamente no bem-estar de todos, o poder de resolutividade de uma ação não deveria ficar em primeiro plano?
Somos muito polidos, mas estamos sempre afogados em problemas... E, se a nossa justiça e políticas públicas já não ajudam muito, que mal faria um "knockout" esporadicamente aplicado por campanhas publicitárias?

Assistam ao vídeo: