quinta-feira, 7 de outubro de 2010
ELEIÇÕES 2010 - O FILME DE TERROR CONTINUA
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
...FALA QUE NÃO DÁ MEDO?
Mas o horário político deste ano realmente está batendo todos os recordes. E não é que surgiu mais um? Atenção para a letra!:
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
ELEIÇÕES 2010
terça-feira, 3 de agosto de 2010
SOUVENIR
Post-It Love from Kreatif360 on Vimeo.
BIG BANG BIG BOOM - the new wall-painted animation by BLU from blu on Vimeo.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
QUANDO EU DANÇO...
Acho que é tudo por hoje.
terça-feira, 15 de junho de 2010
SÓ BRASILEIROS.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
NOSSA POLIDEZ NOS FAZ MAL
Assistam ao vídeo:
segunda-feira, 31 de maio de 2010
SERÁ MESMO QUE ESCOLHEMOS ONDE QUEREMOS ESTAR NA INTERNET?
Para alguns autores de gestão e marketing, como Seth Godin, a internet deveria ser usada em um caminho inverso, como um espaço para se fazer marketing direto, desenvolvido a partir de base de dados opt-in. No entanto, o que temos visto e vivido?
Claro que em um caso como o Facebook estamos falando de uma escala muito maior, da ordem de centenas de milhões de pessoas. Tudo bem. Ainda assim, acho que vale ser claro e direto.
E, se esse protesto vai vingar, eu não sei... Só acho que a discussão sobre a privacidade na internet tem mesmo que entrar em pauta e que o buraco é um pouco mais fundo do que possa sugerir o "Quit Facebook Day".
A seguir, vídeo em que se discute a política de privacidade do Face:
terça-feira, 27 de abril de 2010
INTERMINAS 2010

"Seja um jardineiro"
Também sobre monitoramento e, principalmente, sobre diagnóstico, falou @interney, que insistiu em uma importante questão: não atire para todos os lados! Eu sempre digo, nas palestras e cursos que dou, que a internet não é lugar de falar com todo mundo, mas com as pessoas certas. Não faz o menor sentido montar um plano de mídia que inclua todas as redes sociais se
1- Você não for capaz de abastecer todas elas de conteúdo, periodicamente!
2- Seu público-alvo não estiver lá. Afinal, pra que perder tempo com um cara que não te interessa? Para descobrir se ele está ou não, vale um diagnóstico prévio.
Uma outra questão importante sobre a qual Interney falou, diz respeito às métricas. Não podemos esquecer que os clientes têm objetivos comerciais com a internet e que, portanto, precisam ver resultado. Para Interney a mensuração pode ser feita de três maneiras (de preferência, as três de modo combinado):
1-visibilidade: page views e tempo de permanência no site, por exemplo.
2-Influência ou referrais: número de retwittes, links apontando para a página etc.
3-Engajamento: número de comentários não só no endereço fonte, mas nas rede em geral.
Sobre campanhas políticas
Esse ano a internet promete ser uma das protagonistas da campanha eleitoral. Depois do case Obama e da mudança da legislação brasileira, o assunto não passou batido no Interminas. O mata-mata presidencial começa oficialmente no dia 5 de julho e, resumidamente, eis uma listinha do que pode e do que não pode ser feito:
SIM
-Para blogs, redes sociais, site próprio. Caiu a exigência pelo .cam (de campanha) existente nos anos anteriores.
-Para o e-mail MKT, desde de que a base de dados seja opt-in, ou seja, baseada em permissão e não em invasão.
-Para a arrecadação via internet.
NÃO
-Para posts pagos e outras formas pagas. O descumprimento pode implicar multa de até 30 mil.
-Para spam SMS.
-Para banners
Quanto ao direito de resposta (algo mega importante, tendo em vista a delicadeza com a qual os candidatos geralmente se tratam) deve ser exercido no ambiente fonte da ofensa. Ou seja, se a discórdia foi gerada em um blog, por exemplo, a resposta deve ser dada no próprio blog.
Já o prazo para a retirada de conteúdos da rede não possui regra prévia. Cada caso será julgado pela Justiça Eleitoral.
Vídeos
Rolou um momento "revive" com esse vídeo da Apple, que eu adoooorrroooo!
E também esse, depois de uma discussão sobre quebra de paradigmas:
E esse, que é sensacional!:
Mas meu case preferido entre os que foram apresentados foi o da campanha Banners Concert, em que bandas foram convidadas a gravar dentro de espaços correspondentes aos formatos de banners web. Pasmem: o cliente é um banco, o Axion, da Bélgica. Incrível a ousadia, né?
E, pra terminar, uma frase de @renedepaula, tão boa quanto aquela que eu usei pra começar esse post, e que também foi dita no @interminas: "O importante é entender as pessoas e não as tecnologias." Eureka! As tecnologias em si mesmas entrarão e sairão de cena. A cada dia uma ferramenta nova, a cada estação um aparelho novo, uma versão turbinada de alguma coisa. Mas as mudanças significativas e que interferem no nosso trabalho, enquanto profissionais de comunicação, não estão no âmbito do mega pixel, dos botões, das ferramentas enquanto tais. Fazemos comunicação para pessoas, ou melhor, COM pessoas. O "COM", essa palavrinha corriqueira, simples, de apenas três letras, mas tantas vezes esquecida, é etimológica, está na raiz do nosso trabalho, não pode ser deixada pra trás. Que tal, então, pensar nas relações que os meios digitais propiciam e na forma com que elas interferem na vida das pessoas que os utilizam? O que as pessoas pensam? O que elas desejam? O que elas pensam que desejam?... Nesse rumo, o caminho é menos tortuoso...
quinta-feira, 22 de abril de 2010
BRASIL 2020

segunda-feira, 5 de abril de 2010
ELEIÇÕES 2010. COM INTERNET.
quinta-feira, 11 de março de 2010
P.P. DO BEM
Esse vídeo me fez lembrar a comum e antiga (!) discussão em torno da ética na publicidade. Costumeiramente nós, publicitários, somos alvo de ataques e acusações sobre os malefícios das campanhas que produzimos. A nós, já foram dedicados os títulos de "mentirosos", "enganadores", "financiadores do capitalismo".
Não vou dizer que essa questão nunca foi motivo de conflito pra mim. Foi e, em algumas situações, ainda é. Mas também me é muito claro o fundamental papel desempenhado pelos profissionais de comunicação na vida das empresas e dos cidadãos em geral. A publicidade está intimamente ligada à circulação da informação, elemento, esse, fundamental para que seja mantido o nosso sagrado direito de escolha. Sim, ela nos influencia, estimula a criação de demandas, reveste o consumo de simbolismo. Mas também estamos cansados de saber que os modelos "hipodérmicos", que reservam ao consumidor o simples lugar de "esponja" do que a mídia veicula, estão muito longe de explicar a complexidade dos processos comunicativos.
A cada vez que a "ética" entra na roda pra ser discutida, ao invés de nos envergonharmos ou temermos, acredito que podemos agradecer e aproveitar duas chances: 1- a do exercício democrático; 2-a de ultrapassarmos debates que ficam no campo do que é ou não moral (e que são muito complicados, porque a moral tem a ver com questões culturais), para ampliarmos os parâmetros e conversarmos sobre o respeito ao "ser humano". E, até quando se pratica o "moralismo" ao invés da proteção da ética, como nos casos em que filmes saem do ar por colocarem em cena alguns tabus ainda difíceis de serem socialmente assumidos; acho que está valendo! Por que? Porque é mais uma prova de que o direito de discordância e de escolha ainda se mantém... E de que a publicidade não é tão impositiva assim...
Como toda profissão, ela pode ser praticada de várias maneiras, com ou sem responsabilidade, com maior ou menor cuidado, com mais ou menos observância da legislação... Não é preciso ser publicitário para ser o vilão da história, né?
O filme deste post é um exemplo do lado educativo e socialmente responsável da publicidade... E, mais, de como ela pode tratar de assuntos difíceis com delicadeza e beleza, facilitando que eles sensibilizem as pessoas e produzam algum tipo de resultado positivo.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
DE MALAS PRONTAS
- Eu vou! - Respondeu Coragem. - Não é tão difícil assim…
- Tem certeza? Da última vez que você disse isso voltou pra casa com o braço quebrado! – A memória de Erro chegava a ser desagradável, de tão pontual e infalível. Às vezes irritava a insistência que ele tinha em lembrar.
- Tenho. – Retrucou Coragem, sem se abater pelas lembranças do amigo.
- Por que não vai você então? Vá na frente e nos mostre como é! – Desafiou Coragem, enquanto Erro ria, sentado no chão.
- Medo?! Você acha que pode tentar agora? – perguntou Gentileza
- Não vou conseguir – respondeu Medo em completo pânico.
- Eu quero tentar de novo! – Disse Coragem. – Mas preciso de alguns minutos pra me recuperar do susto. Medo, não caminhe tão rápido como eu fiz. Vá! Você consegue!
- Não, eu não posso. Não sou bom nessas coisas. Vocês sabem… Desculpem, mas eu não posso. Vocês podem prosseguir sem mim.
- Acha que devemos desistir? - Indagou Acerto completamente desapontado. Ele ainda não tinha tido a própria tentativa. Queria fazê-lo! Queria atravessar!
- Não estou falando em desistir, mas acho que, desse jeito, estamos perdendo o nosso propósito.
- Você pode explicar um pouco melhor? – pediu Gentileza
- A ideia não era fazermos isso juntos? Esse não é um sonho de um, mas de seis. De que adianta chegarmos ao outro lado se alguém de nós ficar pra trás?
- Isso! – Exclamou Respeito afirmativamente. - Alguém tem alguma sugestão sobre como fazer?
- Pelas nossas experiências anteriores, sugiro que o Respeito vá na frente, abrindo caminho. – Sugeriu Acerto. – Todos concordam?
- Eu posso vir em seguida, de mãos dadas com o medo. – Disse Coragem.
- Eu concordo – Respondeu Medo.
- Erro?! – Chamou o Acerto. – Você acha que consegue me carregar nas costas? Assim podemos garantir uma visão geral do grupo e antecipar possíveis problemas.
- Perfeitamente. – Respondeu Erro.
- E, se vocês não se importarem, posso me revezar ocupando lugares variados entre vocês. Acerto, procure me abastecer de informações porque, assim, caso alguém precise de ajuda, eu estarei pronta a colaborar. – Pediu Gentileza.
Saudades, Brasil!!!
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
QUANDO TENHO ORGULHO DA MINHA PROFISSÃO
sábado, 20 de fevereiro de 2010
INTERCÂMBIO VALE A PENA?

AOS QUE VIRÃO - PARTE 2
10 -Qual a melhor maneira de levar dinheiro pro exterior? Se você tiver dinheiro em mãos pra comprar dólares, você deve fazer um Visa Travel Money. O nome na verdade é "cash passport" e a Visa não me pagou pra eu fazer propaganda dela aqui...heheheh... Mas é a bandeira mais aceita aqui no Canadá e nos EUA. Por isso você deve optar por ela. Não é melhor levar um cartão de crédito internacional? Não, porque os impostos que você paga para utilizá-lo são maiores e você fica completamente vulnerável à flutuação do dólar. É interessante trazer um cartão de crédito mas deixá-lo reservado para emergências e para compras maiores, que você não queira pagar à vista. O Travel Money funciona como um cartão de débito em moeda estrangeira. Se você preferir, pode sacar dinheiro em qualquer caixa eletrônico que tenha a bandeira "Plus". Mas, se for fazer isso, não saque pequenas quantidades porque esse tipo de movimentação tem custo (ao redor de $2,00). Esse cartão é recarregável e você pode acompanhar suas transações pela internet. Onde faço o cartão? Em casas de câmbio. É interessante comprar dólares no mercado legal, porque você recebe nota de tudo o que está comprando e, caso a alfândega questione se você tem dinheiro pra entrar no país, basta apresentar esses recibos. Então, não saia do Brasil carregando tufos de dinheiro: é perigoso e desnecessário.
Uma coisa importante, é pesquisar bastante antes de comprar moeda estrangeira, porque há muita diferença de um lugar por outro. Às vezes os bancos oferecem preços menores, mas cobram algumas taxas de compra altas e estão menos propícios à negociação do que as casas de câmbio. E, se você está vindo pro Canadá, lembre-se de encomendar seu dinheiro com dois ou três dias de antecedência porque, geralmente, o dólar canadense não existe de pronta-entrega.
11-Como devo me deslocar em Toronto? O metrô é o melhor meio de transporte em Toronto e corta a cidade de norte a sul (linha amarela) e de leste a oeste (linha verde). Quando chegar, compre um "metropass" imediatamente. O custo é de $99,00 para estudantes e de $121,00 para quem não se enquadra em nenhum programa de desconto. Com esse passe, você tem direito a usar toda a rede de transporte público da cidade, quantas vezes por dia for necessário. Ao entrar no ônibus, basta apresentar o cartão ao motorista. Sem o cartão, o custo é $3,00 a cada deslocamento. Se você vai ficar menos de um mês em Toronto, pode optar pelo passe semanal, cujo custo é de $36,00 ou de $28,00 para estudantes.
13- Como devo lidar com o frio? -10 graus soa mais assustador do que realmente é. Até -15, o nosso corpo lida bem com a baixa temperatura. Manter os pés aquecidos é, provavelmente, o que há de mais importante. Recebi essa dica de uma amiga (Valeu, Dani!) e, assim que cheguei, comprei uma bota adequada para neve. É um investimento que vale a pena fazer. Não no Brasil, logicamente, mas assim que você chegar aqui: é muito mais barato e as opções são inúmeras.
Agora, uma lista de passeios interessantes em Toronto e arredores:
-Royal Ontario Museum
-CN Tower
-Casa Loma
-Bata Shoe Museum
-Art Gallery of Ontario
-Niagara Falls
-French Canada (Montreal, Ottawa, Quebec)
-Zoo
-Vaughan Mills (para compras)
-Skiing
-Parliament Building
-Ontario Science Centre
Alguns desses passeios são organizados pela própria escola. Os que são fora da cidada, como Niagara, Sky, French Canadá, são feitos por agências de turismo. Em China Town os preços são sempre mais baratos mas, eu, particularmente, acho que não vale a pena. O acompanhamento do guia é muito útil nessas atividades em que o tempo é curto e há muitas coisas pra conhecer. Então, uma pessoa falando chinês ao invés de inglês significa empobrecer o seu passeio em termos de informações.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
HAPPY BIRTHDAY!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
"I DON'T SPEAK ENGLISH"

Bom, vamos aos fatos. Imaginem vocês um brasileiro de 26 anos que deixou o país de origem sem falar absolutamente NADA de inglês. Como vocês podem supor, só a viagem de vinda dessa criatura até Toronto rende um livro: sim, ele desembarcou no Canadá praticamente um profissional da mímica... Se não encrencaram com ele na imigração? Claro que não... Simplesmente "entregaram pra Deus" e deixaram ele entrar. Não adiantava perguntar nada mesmo...hehehehe. Foi, então, que, percebendo o tamanho da missão que estava por vir - pois o viajante ficará seis meses em Toronto, Deus achou melhor designar o melhor Anjo da Guarda disponível no céu naquele momento para acompanhar o cara. E o Anjo não brincou em serviço. Mandou o protegido para a mesma host family em que estava a Carol (sim, ela mesma... A nossa famosa personagem aqui do blog). Foi a salvação naquele primeiro momento. Logicamente, a regra número um de só se falar inglês dentro da casa foi quebrada logo no começo, porque nem a Carol nem os membros da família eram bons de mímica, e a necessidade de fazer o recém-chegado sobreviver falou mais alto... Reparem no uso do verbo "ser" no passado, no trecho "eram bons de mímica". Terá a família melhorado suas habilidades com a comunicação através de sinais? Não, meus caros leitores. Como vocês sabem, Carolzinha já fez o seu brilhante retorno (narrado aqui no blog) a terras brasileiras. Já a família, continua não sabendo mímica, mas não é mais a host family do protagonista de hoje. Por que não? Porque ele conseguiu ser expulso da casa, após apenas duas semanas de estadia!!! Não é incrível? O que ele fez? Convidou, por duas vezes, garotas "achadas" na boate para passar a madrugada com ele na homestay!!!... O que aconteceu após a aceitação do convite vocês podem imaginar sozinhos...hehehehe... Não tem Anjo da Guarda que aguente o tranco!
Ok. O garoto foi chamado na escola e enviado a uma nova casa na última sexta-feira. E, claro, a história não termina aqui. Na noite de sábado, ele foi pra balada, mas a boate não estava boa. Então, por volta de 2h30, ele deixou o local pra voltar pro novo lar. Ops!!!! O lar era novo!!! Sim, meus amigos, ele esqueceu o endereço!(?). Pegou um ônibus, pegou outro, mas a mesma questão o acompanhava: onde devo descer? Nesse momento, exausto que estava devido aos acontecimentos anteriores, o Anjo da Guarda dormia profundamente em uma nuvem macia do céu e, realmente, não pôde ajudar. Então, sem saber o nome de sua rua, nosso viajante rodou seis horas de ônibus. Ele conheceu toda a cidade de Toronto, de uma ponta a outra, algumas vezes, até ser convidado a se retirar o veículo. Durante esse tempo, ficou encolhido na cadeira do ônibus sem muito o que fazer, já que o motorista também não era bom de mímica e muito menos de adivinhação: sem o endereço, era impossível ajudar...
Sim, essa é uma história verídica e o personagem de hoje se chama Renato (foto): um dos maiores caras-de-pau que eu conheço mas, também, dono de uma coragem admirável.
Espero que tenham se divertido tanto quanto eu.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
AOS QUE VIRÃO
2-Escolher morar com host families é a garantia de vivenciar o modo de vida canadense? Definitivamente, não. A maior parte das famílias que recebe estudantes NÃO é canadense. E Toronto tem a particularidade de permitir que os imigrantes mantenham seus antigos hábitos trazidos do país de origem. A cidade é toda dividida em áreas, como a chinesa, a italiana, a grega etc.
3-Existe um padrão para a escolha das famílias? Por incrível que pareça, NÃO. É uma questão de sorte. Existem casas que fornecem toda a infraestrutura de estudo e bem-estar e são mais flexíveis com relação a horários, banho e refeições, por exemplo. Mas há casas, e não são poucas, onde não existe qualquer tipo de abertura ou preocupação com a qualidade do que é oferecido ao estudante. Onde eu vivo, por exemplo, tenho TV, internet, quarto aquecido, mesa de estudos, banheiro individual. Mas não foi assim com a maioria das pessoas que conheci aqui. Isso quer dizer que não existe nenhum controle? Não, porque na escola preenchemos dois formulários de avaliação das famílias: um quando entramos e um quando saímos. Mas realmente não dá pra entender o que é feito com essa ficha. Fato é que, embora todos paguem o mesmo preço, nem todos podem contar com a mesma infraestrutura, o que, obviamente, não é justo.
4-E a família? Por que ela recebe estudantes? Esse é o ponto de maior decepção da maioria das pessoas com as quais eu conversei. Geralmente os estudantes vêm animados com uma possível troca cultural, esperando passeios na companhia da família etc. Era o meu caso. Mas isso é a exceção e não a regra. Vi isso acontecer? Vi. Com duas pessoas, que foram para famílias canadenses (geralmente mais abertas a esse envolvimento). Mas, geralmente, esse tipo de interação não ocorre. A família recebe estudantes como uma forma de complementar sua renda. Tem a sua própria rotina e não se envolve com a nossa. O que a gente tem que entender, é que se trata de uma outra cultura, bem diferente da do Brasil. Quase sempre, a família não faz por mal ou indiferença, mas simplesmente porque faz parte de uma outra realidade, mais fechada.
5-E as refeições? Vale a pena pagar o pacote completo de três refeições por dia? Esse é um ponto muito complicado, porque cada família lida com a alimentação de maneira diferente. O que é preciso saber é que o almoço aqui não é a refeição principal, como no Brasil. Então, é muito comum que a gente receba pão com ovo, por exemplo, como almoço (aliás, ovo é palavra proibida pra mim durante um ano depois que eu voltar pro Brasil!). É interessante trazer um dinheiro à parte, já pensando em almoçar, porque realmente faz muita falta. Quanto? Uma média de 10 dólares por dia.
6-Toronto é uma cidade barata? Não. Uma das mais caras do Canadá. As taxas aqui são altíssimas. A título de comparação, uma souvenir que custa 2 dólares em NYC, por exemplo, custa pelo menos o dobro aqui, mais as taxas.
7- E Vancouver? É uma boa? Se você vai viajar em Dezembro ou Janeiro, não. Chove praticamente todos os dias, o que atrapalha muito se você pretende explorar a cidade.
8-Vale a pena fazer o curso intensivo de inglês (30 horas semanais)? Quando a gente está no Brasil tudo o que pensamos é em aproveitar ao máximo o tempo do intercâmbio pra aprender e melhorar a língua. Mas saiba que o processo de aquisição de um outro idioma não é simples para o nosso cérebro. No início, a gente fica muito cansado, tem muito sono e dor de cabeça. Então, 6 horas de aula por dia é uma carga bastante pesada. Ao escolher o programa, vale a pena combinar aulas mais cansativas, como a de gramática, com aulas mais leves, como as de comunicação ou cinema.
9- E a escola? A ILSC é excelente. Mas 60% dos alunos são brasileiros. Outros 20% são orientais e os 20% restantes são vindos de outros países. Esses números são oficiais, ok? Isso é ruim? Depende. Dentro da escola é expressamente proibido falar português e isso pode render suspensão. Fora dela, não vou mentir, a gente acaba falando. Mas, ao mesmo tempo, quando combinamos de só falar inglês, não existe pronúncia melhor que a do brasileiro. A dos orientais é medonha!!!! Então, preferi ficar na companhia dos brasileiros e ouvir um inglês limpo e correto, sem mutações genéticas! hehehehee.