terça-feira, 15 de junho de 2010
SÓ BRASILEIROS.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
NOSSA POLIDEZ NOS FAZ MAL
Assistam ao vídeo:
segunda-feira, 31 de maio de 2010
SERÁ MESMO QUE ESCOLHEMOS ONDE QUEREMOS ESTAR NA INTERNET?
Para alguns autores de gestão e marketing, como Seth Godin, a internet deveria ser usada em um caminho inverso, como um espaço para se fazer marketing direto, desenvolvido a partir de base de dados opt-in. No entanto, o que temos visto e vivido?
Claro que em um caso como o Facebook estamos falando de uma escala muito maior, da ordem de centenas de milhões de pessoas. Tudo bem. Ainda assim, acho que vale ser claro e direto.
E, se esse protesto vai vingar, eu não sei... Só acho que a discussão sobre a privacidade na internet tem mesmo que entrar em pauta e que o buraco é um pouco mais fundo do que possa sugerir o "Quit Facebook Day".
A seguir, vídeo em que se discute a política de privacidade do Face:
terça-feira, 27 de abril de 2010
INTERMINAS 2010
No último sábado, aconteceu, em Belo Horizonte, o Interminas 2010, um evento dedicado a discutir a Internet e seus desdobramentos nos planos de comunicação das empresas, nos modelos de negócio, na vida das marcas. Pra quem não pôde comparecer, faço uma pequena compilação dos pontos altos do evento e dos cases mais bacanas que rolaram na ocasião."Seja um jardineiro"
Também sobre monitoramento e, principalmente, sobre diagnóstico, falou @interney, que insistiu em uma importante questão: não atire para todos os lados! Eu sempre digo, nas palestras e cursos que dou, que a internet não é lugar de falar com todo mundo, mas com as pessoas certas. Não faz o menor sentido montar um plano de mídia que inclua todas as redes sociais se
1- Você não for capaz de abastecer todas elas de conteúdo, periodicamente!
2- Seu público-alvo não estiver lá. Afinal, pra que perder tempo com um cara que não te interessa? Para descobrir se ele está ou não, vale um diagnóstico prévio.
Uma outra questão importante sobre a qual Interney falou, diz respeito às métricas. Não podemos esquecer que os clientes têm objetivos comerciais com a internet e que, portanto, precisam ver resultado. Para Interney a mensuração pode ser feita de três maneiras (de preferência, as três de modo combinado):
1-visibilidade: page views e tempo de permanência no site, por exemplo.
2-Influência ou referrais: número de retwittes, links apontando para a página etc.
3-Engajamento: número de comentários não só no endereço fonte, mas nas rede em geral.
Sobre campanhas políticas
Esse ano a internet promete ser uma das protagonistas da campanha eleitoral. Depois do case Obama e da mudança da legislação brasileira, o assunto não passou batido no Interminas. O mata-mata presidencial começa oficialmente no dia 5 de julho e, resumidamente, eis uma listinha do que pode e do que não pode ser feito:
SIM
-Para blogs, redes sociais, site próprio. Caiu a exigência pelo .cam (de campanha) existente nos anos anteriores.
-Para o e-mail MKT, desde de que a base de dados seja opt-in, ou seja, baseada em permissão e não em invasão.
-Para a arrecadação via internet.
NÃO
-Para posts pagos e outras formas pagas. O descumprimento pode implicar multa de até 30 mil.
-Para spam SMS.
-Para banners
Quanto ao direito de resposta (algo mega importante, tendo em vista a delicadeza com a qual os candidatos geralmente se tratam) deve ser exercido no ambiente fonte da ofensa. Ou seja, se a discórdia foi gerada em um blog, por exemplo, a resposta deve ser dada no próprio blog.
Já o prazo para a retirada de conteúdos da rede não possui regra prévia. Cada caso será julgado pela Justiça Eleitoral.
Vídeos
Rolou um momento "revive" com esse vídeo da Apple, que eu adoooorrroooo!
E também esse, depois de uma discussão sobre quebra de paradigmas:
E esse, que é sensacional!:
Mas meu case preferido entre os que foram apresentados foi o da campanha Banners Concert, em que bandas foram convidadas a gravar dentro de espaços correspondentes aos formatos de banners web. Pasmem: o cliente é um banco, o Axion, da Bélgica. Incrível a ousadia, né?
E, pra terminar, uma frase de @renedepaula, tão boa quanto aquela que eu usei pra começar esse post, e que também foi dita no @interminas: "O importante é entender as pessoas e não as tecnologias." Eureka! As tecnologias em si mesmas entrarão e sairão de cena. A cada dia uma ferramenta nova, a cada estação um aparelho novo, uma versão turbinada de alguma coisa. Mas as mudanças significativas e que interferem no nosso trabalho, enquanto profissionais de comunicação, não estão no âmbito do mega pixel, dos botões, das ferramentas enquanto tais. Fazemos comunicação para pessoas, ou melhor, COM pessoas. O "COM", essa palavrinha corriqueira, simples, de apenas três letras, mas tantas vezes esquecida, é etimológica, está na raiz do nosso trabalho, não pode ser deixada pra trás. Que tal, então, pensar nas relações que os meios digitais propiciam e na forma com que elas interferem na vida das pessoas que os utilizam? O que as pessoas pensam? O que elas desejam? O que elas pensam que desejam?... Nesse rumo, o caminho é menos tortuoso...
quinta-feira, 22 de abril de 2010
BRASIL 2020
"Há certo consenso a respeito da proteção ambiental. Todos são a favor, mas, boa parte, só se for no "meio ambiente" alheio. Quer-se o bem da floresta amazônica, já as obrigações ambientais da empresa... Salvem-se as tartarugas e baleias, já reduzir o próprio lixo... Combata-se a poluição, mas não o uso intensivo do carro particular. As unanimidades em prol da paz, do meio ambiente, do combate à pobreza, às vezes esquecem que é preciso construir na prática a solução para aquilo que incomoda a consciência." (Trecho do texto "Dia da Terra, uma questão de atitude", de Marina Silva. Leia na íntegra aqui).segunda-feira, 5 de abril de 2010
ELEIÇÕES 2010. COM INTERNET.
quinta-feira, 11 de março de 2010
P.P. DO BEM
Esse vídeo me fez lembrar a comum e antiga (!) discussão em torno da ética na publicidade. Costumeiramente nós, publicitários, somos alvo de ataques e acusações sobre os malefícios das campanhas que produzimos. A nós, já foram dedicados os títulos de "mentirosos", "enganadores", "financiadores do capitalismo".
Não vou dizer que essa questão nunca foi motivo de conflito pra mim. Foi e, em algumas situações, ainda é. Mas também me é muito claro o fundamental papel desempenhado pelos profissionais de comunicação na vida das empresas e dos cidadãos em geral. A publicidade está intimamente ligada à circulação da informação, elemento, esse, fundamental para que seja mantido o nosso sagrado direito de escolha. Sim, ela nos influencia, estimula a criação de demandas, reveste o consumo de simbolismo. Mas também estamos cansados de saber que os modelos "hipodérmicos", que reservam ao consumidor o simples lugar de "esponja" do que a mídia veicula, estão muito longe de explicar a complexidade dos processos comunicativos.
A cada vez que a "ética" entra na roda pra ser discutida, ao invés de nos envergonharmos ou temermos, acredito que podemos agradecer e aproveitar duas chances: 1- a do exercício democrático; 2-a de ultrapassarmos debates que ficam no campo do que é ou não moral (e que são muito complicados, porque a moral tem a ver com questões culturais), para ampliarmos os parâmetros e conversarmos sobre o respeito ao "ser humano". E, até quando se pratica o "moralismo" ao invés da proteção da ética, como nos casos em que filmes saem do ar por colocarem em cena alguns tabus ainda difíceis de serem socialmente assumidos; acho que está valendo! Por que? Porque é mais uma prova de que o direito de discordância e de escolha ainda se mantém... E de que a publicidade não é tão impositiva assim...
Como toda profissão, ela pode ser praticada de várias maneiras, com ou sem responsabilidade, com maior ou menor cuidado, com mais ou menos observância da legislação... Não é preciso ser publicitário para ser o vilão da história, né?
O filme deste post é um exemplo do lado educativo e socialmente responsável da publicidade... E, mais, de como ela pode tratar de assuntos difíceis com delicadeza e beleza, facilitando que eles sensibilizem as pessoas e produzam algum tipo de resultado positivo.