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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ELEIÇÕES 2010

Confesso estar fazendo um esforço pra evitar que o tema "eleições" venha parar nesse blog. Além de existirem outros blogueiros fazendo boa cobertura, como a Raquel Camargo, tenho assistido a capítulos tão desanimadores e anti-democráticos, que acabo ficando muito puta e isso certamente aquece meu texto e acende polêmicas e brigas que eu não ando muito afim de comprar. Mas, como a internet é sempre uma caixa de surpresas, e como algumas delas são irresistíveis, eu acabei me deparando com isto:


Se você está vendo pela primeira vez e ficou chocado, fique tranquilo: você não é o único. Aliás, essa me pegou tão em cheio, que eu acabei me rendendo, e cá estou eu falando do tema que tanto evitei.
Passei uns bons dias bem indignada com os debates no Jornal Nacional com os candidatos à presidência. Pra falar a verdade, eu não esperava grandes coisas, porque o jornalismo da Globo anda de mau a pior, sempre superficial, sempre previsível e sempre mostrando a todos nós o que é ser totalmente parcial. Sim, eu sei que não é possível a tal da neutralidade. Mas, convenhamos, é bem fácil achar o meio termo. Entre o neutro e o escrachadamente partidário existe um bom caminho a ser percorrido e explorado. E, no entanto, só faltou o titio Bonner pendurar um cartaz no pescoço com os dizeres: Eu voto no Serra e quero que você vote também! Feio, muito feio. Principalmente depois daquele fatídico episódio do debate entre o Collor e o Lula. Pode soar muito inocente da minha parte, mas eu jurava que eles tinham aprendido a lição. E, poxa vida, eu não tenho o direito de tirar as minhas próprias conclusões e decidir em quem eu quero votar?
Voltemos ao vídeo: é pra rir? Acho que, em parte, é. Afinal, pra um programa humorístico clássico não faltou muita coisa. Mas depois de tanto riso é que veio o incômodo: era pra ser engraçado? Dizem que o riso é o reconhecimento do que existe de ridículo em nós mesmos. Pode ser. E, nesse caso, rir desses caras é permitir que a gente continue sendo chamado de bobos, e engrossar o coro dos que diariamente já nos chamam assim em Brasília, ou em qualquer canto desse pais, a cada vez que viajam com a nossa grana, desviam os nossos impostos, enfiam dinheiro na cueca.
Bom, minha mente de publicitária rapidamente ficou pensando sobre a forma com que essas figuras escolhem "vender" a própria imagem. Caí em uma máxima que sempre que posso repito aos meus clientes: se você mesmo não sabe o que você preza, quer e vende, como você espera que seus clientes o façam? Assistindo a um vídeo desses, a única conclusão a que chego é que a política virou carreira de gente sem grandes perspectivas. Observe que boa parte dos candidatos aparecem com "cabos" eleitorais: entram mudos, saem calados, e esperam se eleger alavancados pela fama do parente. Patético é um bom nome?
E será mesmo que o Tiririca está certo ao dizer que pior do que está não vai ficar?... Será que não? Tenho sérias dúvidas. Mas, muito além delas, de uma coisa estou muito certa: definitivamente, não quero essas pessoas me representando! Elas não estão minimamente à altura da política que gostaria para o meu país. Mulher Pêra??? Isso só pode ser uma brincadeira de mau gosto!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

ELEIÇÕES 2010. COM INTERNET.

Há poucos dias assisti a uma palestra intitulada "Mobilização Política e Redes Sociais". Em ano eleitoral, confesso que saí de casa achando que as campanhas políticas que estão por vir seriam o centro da discussão. Afinal, nas eleições 2010 as mídias digitais poderão ser usadas pela primeira vez, apesar de uma listinha (nem tão básica) de restrições. Levei um balde de água fria não só porque a abordagem dos palestrantes não foi a esperada, mas também porque tive a impressão de que, mais uma vez, estavam querendo reinventar a roda. Passamos por exemplos clássicos de mobilização social através das redes, como a campanha do Obama, e por algumas reflexões que culminaram na já conhecida importância de se discutir a internet e o poder de agendamento das comunidades virtuais.

No mês de Março deste ano, nos EUA, o Facebook superou o número de acessos do Google. Acaso? Ocorrência que pode passar em branco? Penso que não. É mais um indicativo consistente de que, cada vez mais, a relevância da informação e o consumo por indicação são determinantes: reputação é a palavra-chave quando pessoas estão em busca das opiniões, críticas, impressões de outras pessoas. Como já discutimos em alguns posts aqui, esse é um entendimento extremamente significativo na vida das marcas e das empresas e, com certeza, fundamental também quando o assunto é política.

Ainda há muito o que se testar e se descobrir. Nas eleições desse ano, embora já existam muitas experiências anteriores (em outras situações e países) que apontem caminhos, teremos a chance de aprimorar nossos fazeres e, quem sabe, suprir alguns furos ou carências dos processos eleitorais anteriores. Transparência é a palavra em que aposto: o eleitorado está carente dela e a internet é um mar de possibilidades para que essa qualidade seja explorada, seja como característica do candidato, seja pelo perfil das ações que podem ser propostas e desenvolvidas.

Nunca faz mal lembrar, no entanto, que estamos fazendo comunicação, ou seja, participando de um processo vivo, em que não existem fórmulas mágicas que resolvam problemas. E, claro, não se trata de chute e muito menos de obrigação. Entrar na rede, principalmente durante uma campanha, é estar ciente de seu funcionamento. Uma ferramenta isolada, usada sem consistência e sem monitoramento, não resolve a vida de ninguém. Ao contrário, pode causar sérios problemas. Então, se você é candidato, não ache que basta criar um blog ou um Twitter e tudo estará resolvido. GERENCIAR É A PALAVRA DE OURO!

Para ajudar nessa complexa tarefa de mapear e gerar feedback em um curto espaço de tempo aos usuários, olhem isso. Trata-se do Observatório da Web, uma plataforma cuja proposta é acompanhar a evolução e a disseminação da informação na internet a partir de seus eixos temáticos. As eleições 2010 e a Copa do Mundo serão o objeto de teste desse projeto coordenado pela UFMG.