Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador futebol. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 15 de junho de 2010

SÓ BRASILEIROS.

15 de Junho. Hoje o dia amanheceu diferente. O país continental, que tranquilamente podia ser vários - e as vezes o é - mostrou que responde pelo mesmo nome. E os relógios andaram em um ritmo diferente: não importava que horas era, mas quanto tempo faltava. E as peças verdes e amarelas saíram dos armários: uma tiara, um relógio, uma meia, um colar, um sapato ou a famosa camisa. Até lentes de contato com a bandeira do Brasil eu vi. E nesse mar de cores que todos sabiam reconhecer e ler, tudo se tornou oficial. Não havia uniformes mais ou menos dignos: hoje nós éramos simplesmente brasileiros. E assim passou o ciclista, e ele era verde-amarelo. E passou o médico, com a amarelinha sob o jaleco. E passou o empresário. E passou o vigia de carro. E passaram crianças. E passaram mulheres, homens, idosos, bebês, cachorros. E o verde e amarelo combinou com todas as cores. E não importava o carro. E não importava a profissão: todos sabíamos para onde estávamos indo e o que estava para acontecer. E os pontos de ônibus lotaram. E o trânsito se encheu de um engarrafamento esperto, de quem tem urgência de chegar.
Hoje, a palavra "vuvuzela" deixou de ser estranha: ela estava na mão e na garganta de todos, ajudando a conjugar um verbo que o brasileiro nasceu sabendo: torcer. E todos se tornaram amigos. E o motorista de ônibus topou parar fora do ponto. E o síndico trocou o bilhete mal humorado no elevador do prédio por um convite para ver o jogo. E, assim, o país das desigualdades foi um, ainda que apenas por algumas horas. E o mundo, que hoje à tarde se chamou Brasil, parou para ver a Seleção jogar. E eu me emocionei. Foi bonito de ver e sentir.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

BOLA MURCHA!!!

No meu zapping noturno de cada dia, me deparei ontem com uma cena no mínimo estranha, embora eu ainda esteja bem em dúvida de como classificá-la, transitando entre adjetivos como tosco, hilário, penoso etc. Vamos aos fatos: Rebeca Gusmão, envolvida em caso de dopping e afastada da natação, resolveu jogar futebol! Fiquei perdida porque, pelo que me consta, a criatura foi banida por atitude anti-esportiva e anti-olímpica, e não anti-natação, o que já impediria sua entrada em campo!!!!! Pra mim, se tratava de uma questão ética, mas parece que não é assim que a coisa funciona. Ela não só mudou de esporte, como se auto denomina a "imperatriz" dos gramados. O pior, é que a matéria cheirava à imprensa sem o que fazer (o homem já tinha sido resgatado da cisterna!!!!), porque, além da mulher estar 14 quilos mais gorda e custar a correr atrás da bola, ela vestia uma roupa branca, nada a ver com a do time em campo. Se a intenção era nos ajudar a identificá-la, nem precisava: ela era a única que não conseguia acertar a bola! :D