sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

HAPPY BIRTHDAY!


Fazer aniversário fora de casa, longe do colinho e do abraço quente daqueles que nós amamos não é, a princípio, lá muito bom. Hoje, estou passando por essa experiência aqui em Toronto: 24 anos. Puts! Quase um quarto de século!... É a idade chegando! heheheh
Mas o dia 18 de Fevereiro de 2010, que começou sem grandes expectativas, me reservou bonitas surpresas e, confesso, vai terminar com um gostinho especial de quem pôde festejar e experimentar o carinho das pessoas de uma maneira nova.
Tem um frase, de que eu gosto muito (acho que de uma música do Caetano Veloso), que diz que "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...". Hoje me lembrei muito dela ao pensar sobre como as pessoas experimentam o amor, o carinho ou qualquer sentimento que seja, de maneira diferente mas, nem por isso, menos tocante, menos digna, menos significativa. Achei bonito a maneira que a Sofia, minha host mother, encontrou de me fazer "importante" nesse dia de hoje e de me dizer que eu vou deixar alguma marquinha aqui quando eu for embora.
Logo no café da manhã, quando entrei na cozinha, no pacote em que estava meu almoço havia também um guardanapo, estampado com um sorriso e o desejo de um feliz aniversário. À tarde, quando cheguei em casa, Sofia me deu um abraço tímido, daqueles em que os corpos quase não se encontram, disse que eu sou uma garota especial e que cozinharia spaghetti no jantar, porque, na China, é o desejo de que nossa vida seja longa, assim como cada um dos fios da massa. Após o jantar, uma surpresa: um bolo, com meu nome - aqui no Canadá as pessoas só me chamam de Maria. Em casa, sou a Maria B, de Brasil, porque há uma outra Maria, da Venezuela. E também ganhei um cartão, com uma mensagem de cada uma das pessoas que mora comigo: agora somos 8! Ontem chegou mais uma, vinda da Guatemala.
Ao voltar pro meu quarto, outra pequena grata surpresa: Hiroko, que chegou há apenas uma semana do Japão e que é uma doçura de pessoa, bateu na minha porta com um sorriso tímido e um inglês igualmente acanhado, me trazendo presentes de aniversário. Me emocionei. Meu aniversário estava completo. Não tive vontade de comparar. Não precisei fazer sentenças condicionais do tipo "se eu estivesse no Brasil, meu aniversário...", porque tudo o que importou no dia de hoje é que eu pude ver que cada um estava fazendo o melhor que podia naquele momento para me aquecer e fazer o meu aniversário mais alegre.
Do Brasil também vieram palavras especiais. Mãe, pai, , tia, namorado, amigos amados da EMC2, Carolzinha, Dindo e Dinda, Renato. Obrigada por terem feito o carinho de vocês chegar até mim. Chegou, e me aqueceu: hoje o frio de Toronto não foi nada!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

"I DON'T SPEAK ENGLISH"


Confesso que para hoje estava previsto um outro post, no qual eu pretendia continuar respondendo algumas perguntas importantes na vida de quem pretende fazer intercâmbio. Mas, ao chegar na escola, fui surpreendida por uma história realmente irresistível. Então, o post "Aos que virão - parte 2" será o nosso próximo, ok?. Nele trataremos de questões fundamentais, como dinheiro e transporte, além de passeios interessantes.

Bom, vamos aos fatos. Imaginem vocês um brasileiro de 26 anos que deixou o país de origem sem falar absolutamente NADA de inglês. Como vocês podem supor, só a viagem de vinda dessa criatura até Toronto rende um livro: sim, ele desembarcou no Canadá praticamente um profissional da mímica... Se não encrencaram com ele na imigração? Claro que não... Simplesmente "entregaram pra Deus" e deixaram ele entrar. Não adiantava perguntar nada mesmo...hehehehe. Foi, então, que, percebendo o tamanho da missão que estava por vir - pois o viajante ficará seis meses em Toronto, Deus achou melhor designar o melhor Anjo da Guarda disponível no céu naquele momento para acompanhar o cara. E o Anjo não brincou em serviço. Mandou o protegido para a mesma host family em que estava a Carol (sim, ela mesma... A nossa famosa personagem aqui do blog). Foi a salvação naquele primeiro momento. Logicamente, a regra número um de só se falar inglês dentro da casa foi quebrada logo no começo, porque nem a Carol nem os membros da família eram bons de mímica, e a necessidade de fazer o recém-chegado sobreviver falou mais alto... Reparem no uso do verbo "ser" no passado, no trecho "eram bons de mímica". Terá a família melhorado suas habilidades com a comunicação através de sinais? Não, meus caros leitores. Como vocês sabem, Carolzinha já fez o seu brilhante retorno (narrado aqui no blog) a terras brasileiras. Já a família, continua não sabendo mímica, mas não é mais a host family do protagonista de hoje. Por que não? Porque ele conseguiu ser expulso da casa, após apenas duas semanas de estadia!!! Não é incrível? O que ele fez? Convidou, por duas vezes, garotas "achadas" na boate para passar a madrugada com ele na homestay!!!... O que aconteceu após a aceitação do convite vocês podem imaginar sozinhos...hehehehe... Não tem Anjo da Guarda que aguente o tranco!

Ok. O garoto foi chamado na escola e enviado a uma nova casa na última sexta-feira. E, claro, a história não termina aqui. Na noite de sábado, ele foi pra balada, mas a boate não estava boa. Então, por volta de 2h30, ele deixou o local pra voltar pro novo lar. Ops!!!! O lar era novo!!! Sim, meus amigos, ele esqueceu o endereço!(?). Pegou um ônibus, pegou outro, mas a mesma questão o acompanhava: onde devo descer? Nesse momento, exausto que estava devido aos acontecimentos anteriores, o Anjo da Guarda dormia profundamente em uma nuvem macia do céu e, realmente, não pôde ajudar. Então, sem saber o nome de sua rua, nosso viajante rodou seis horas de ônibus. Ele conheceu toda a cidade de Toronto, de uma ponta a outra, algumas vezes, até ser convidado a se retirar o veículo. Durante esse tempo, ficou encolhido na cadeira do ônibus sem muito o que fazer, já que o motorista também não era bom de mímica e muito menos de adivinhação: sem o endereço, era impossível ajudar...

Lembro aos queridos leitores, que estamos no inverno e que a temperatura durante a madrugada é de cerca de -10 graus. Por mais que se encolhesse dentro do ônibus, o frio tomou conta e os dedos do nosso amigo começaram a congelar e a colar uns nos outros. Quando amanheceu o dia, e o metrô - e o Anjo da Guarda - voltaram a trabalhar, finalmente foi possível encontrar o caminho de casa. Ao chegar, ele ainda precisou enfrentar uma missão cabelereiro, durante a qual usou um secador de cabelo para descongelar o dedo mindinho e desgrudá-lo dos outros. Para alívio absoluto do Anjo da Guarda, o protegido dormiu durante todo o Domingo para se recuperar da aventura.

Sim, essa é uma história verídica e o personagem de hoje se chama Renato (foto): um dos maiores caras-de-pau que eu conheço mas, também, dono de uma coragem admirável.

Espero que tenham se divertido tanto quanto eu.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

AOS QUE VIRÃO

Em duas semanas deixo Toronto para voltar ao Brasil. Embora ainda tenha muita coisa pra acontecer e alguns passeios previstos, já é possível começar a responder algumas questões sobre a experiência do intercâmbio. Assim, não só satisfazemos a curiosidade da família e dos amigos sobre algumas questões-chave em viagens como essa, mas também, e principalmente, clareamos alguns pontos para quem pretende viajar.
1-Toronto é uma boa cidade para se fazer intercâmbio? Depende. Se você tem um nível de inglês básico ou não sabe nada da língua, não é um bom lugar. Por que? Porque Toronto tem um índice de imigração altíssimo. Você encontra aqui pessoas de todas as partes do mundo. Consequentemente, a gente ouve, o tempo todo, um inglês com muito sotaque e, não raramente, errado gramaticalmente, o que não é uma boa para quem está aprendendo. Por que isso acontece? A maior parte das pessoas que imigrou aprendeu a língua no uso, fora da escola. E existe um complicador: aqui, na escola fundamental, o ensino de gramática foi abolido. Ou seja, os próprios canadenses têm dificuldade com o uso padrão da língua. Uma pesquisa feita em uma universidade de Toronto mostrou que 40% dos estudantes de ensino superior não sabiam como lidar com construções gramaticais básicas, quando questionados sobre elas. Ou seja, as pessoas simplesmente falam a língua sem se preocuparem se está correto ou não.
E se meu nível de inglês é intermediário ou avançado? Aí sim pode ser interessante, porque você será muito estimulado a melhorar as habilidades de audição. Na minha primeira semana aqui, parecia que as pessoas falavam grego e não inglês. Mas, com o tempo, a gente vai aprendendo a ouvir, o que é muito importante.

2-Escolher morar com host families é a garantia de vivenciar o modo de vida canadense? Definitivamente, não. A maior parte das famílias que recebe estudantes NÃO é canadense. E Toronto tem a particularidade de permitir que os imigrantes mantenham seus antigos hábitos trazidos do país de origem. A cidade é toda dividida em áreas, como a chinesa, a italiana, a grega etc.

3-Existe um padrão para a escolha das famílias? Por incrível que pareça, NÃO. É uma questão de sorte. Existem casas que fornecem toda a infraestrutura de estudo e bem-estar e são mais flexíveis com relação a horários, banho e refeições, por exemplo. Mas há casas, e não são poucas, onde não existe qualquer tipo de abertura ou preocupação com a qualidade do que é oferecido ao estudante. Onde eu vivo, por exemplo, tenho TV, internet, quarto aquecido, mesa de estudos, banheiro individual. Mas não foi assim com a maioria das pessoas que conheci aqui. Isso quer dizer que não existe nenhum controle? Não, porque na escola preenchemos dois formulários de avaliação das famílias: um quando entramos e um quando saímos. Mas realmente não dá pra entender o que é feito com essa ficha. Fato é que, embora todos paguem o mesmo preço, nem todos podem contar com a mesma infraestrutura, o que, obviamente, não é justo.

4-E a família? Por que ela recebe estudantes? Esse é o ponto de maior decepção da maioria das pessoas com as quais eu conversei. Geralmente os estudantes vêm animados com uma possível troca cultural, esperando passeios na companhia da família etc. Era o meu caso. Mas isso é a exceção e não a regra. Vi isso acontecer? Vi. Com duas pessoas, que foram para famílias canadenses (geralmente mais abertas a esse envolvimento). Mas, geralmente, esse tipo de interação não ocorre. A família recebe estudantes como uma forma de complementar sua renda. Tem a sua própria rotina e não se envolve com a nossa. O que a gente tem que entender, é que se trata de uma outra cultura, bem diferente da do Brasil. Quase sempre, a família não faz por mal ou indiferença, mas simplesmente porque faz parte de uma outra realidade, mais fechada.

5-E as refeições? Vale a pena pagar o pacote completo de três refeições por dia? Esse é um ponto muito complicado, porque cada família lida com a alimentação de maneira diferente. O que é preciso saber é que o almoço aqui não é a refeição principal, como no Brasil. Então, é muito comum que a gente receba pão com ovo, por exemplo, como almoço (aliás, ovo é palavra proibida pra mim durante um ano depois que eu voltar pro Brasil!). É interessante trazer um dinheiro à parte, já pensando em almoçar, porque realmente faz muita falta. Quanto? Uma média de 10 dólares por dia.

6-Toronto é uma cidade barata? Não. Uma das mais caras do Canadá. As taxas aqui são altíssimas. A título de comparação, uma souvenir que custa 2 dólares em NYC, por exemplo, custa pelo menos o dobro aqui, mais as taxas.

7- E Vancouver? É uma boa? Se você vai viajar em Dezembro ou Janeiro, não. Chove praticamente todos os dias, o que atrapalha muito se você pretende explorar a cidade.

8-Vale a pena fazer o curso intensivo de inglês (30 horas semanais)? Quando a gente está no Brasil tudo o que pensamos é em aproveitar ao máximo o tempo do intercâmbio pra aprender e melhorar a língua. Mas saiba que o processo de aquisição de um outro idioma não é simples para o nosso cérebro. No início, a gente fica muito cansado, tem muito sono e dor de cabeça. Então, 6 horas de aula por dia é uma carga bastante pesada. Ao escolher o programa, vale a pena combinar aulas mais cansativas, como a de gramática, com aulas mais leves, como as de comunicação ou cinema.

9- E a escola? A ILSC é excelente. Mas 60% dos alunos são brasileiros. Outros 20% são orientais e os 20% restantes são vindos de outros países. Esses números são oficiais, ok? Isso é ruim? Depende. Dentro da escola é expressamente proibido falar português e isso pode render suspensão. Fora dela, não vou mentir, a gente acaba falando. Mas, ao mesmo tempo, quando combinamos de só falar inglês, não existe pronúncia melhor que a do brasileiro. A dos orientais é medonha!!!! Então, preferi ficar na companhia dos brasileiros e ouvir um inglês limpo e correto, sem mutações genéticas! hehehehee.
Por hoje é só. Se você já foi intercambista ou vai ser, comente, discorde, concorde, dê sua sugestão. No próximo post, uma relação dos lugares imperdíveis de Toronto!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

SOUVENIR

Como toda cidade, Toronto tem seus pontos positivos e negativos. Ou melhor, como são as pessoas que fazem a cidade, a responsabilidade é, principalmente, de quem vive aqui, temporariamente ou não. Às vezes fico extremamente irritada com a falta de cuidado dos cidadãos para com os bens comuns. O tempo todo vejo gente jogando lixo dentro do ônibus, dentro do metrô, cuspindo no chão das estações. Também me incomoda a falta de gentileza das pessoas: parece que cada um mora dentro de um pequeno casulo. Cada um carrega um livro ou um jornal e, quando não estão olhando pra eles, as pessoas olham para o chão. Como ninguém se encara, não olha nos olhos, as pessoas não percebem quando tem um idoso precisando de ajuda, ou quando uma criança não consegue se equilibrar sozinha dentro do metrô. Talvez sejam esses olhos "encasulados" que impedem que a gentileza se espalhe.
Mas Toronto tem suas belezas. E seus talentos. Alguns, emocionantes, como esse que eu filmei perto da minha escola. Foi uma tarde inteira de trabalho desse artista.
Gosto de observar a cidade e seus personagens. Me amedronta a possibilidade de as pessoas se tornarem invisíveis aos meus olhos. Gosto de capturar momentos, "pescar" reações, descobrir os talentos, os brilhos, os argumentos. Esse artista foi um presente na minha tarde monótona de sexta-feira. Fiz uma edição pequena e muito aquém do que ele merecia. Mas me falta habilidade com o software...

obs: a música é ambiente.


sábado, 6 de fevereiro de 2010

CASA LOMA

Era uma vez o Sr. Henry, um industrial e militar muito rico, que resolveu realizar o sonho de construir um castelo medieval no topo de uma colina, de onde seria possível uma vista geral da cidade de Toronto. Com mais de 300 homens trabalhando na construção, a obra começou em 1911 e durou 3 anos. Na época, custou $3.500.000,00. Mas o Sr. Henry e sua esposa, Lady Pellat, só moraram no castelo por 10 anos, até que problemas financeiros forçaram o abandono da propriedade. Biblioteca, sala de jantar, sala de fumar, sala de servir (para café da manhã e jantares íntimos), jardim de inverno, escritório, vários quartos de hóspede, sala de bilhar, duas torres, inúmeras passagens secretas, adega, piscina, sala de exercícios, estábulo, além dos quartos dos proprietários e dos aposentos dos 40 empregados da casa. Esses são alguns dos espaços desse castelo, cuja construção foi feita com o que tinha de mais moderno na época e cuja decoração contou com móveis vindos de vários países, já que Sr. Henry era um colecionador.

No banheiro do Sr. Henry (foto), uma curiosidade: o chuveiro foi construído para cercar completamente o corpo dele com sprays de água, que saíam de 3 níveis de tubulação.
Uma coisa interessante é que o casal possuía quartos separados... Será que era por isso que os casamentos duravam a vida inteira? (hehehe...brincadeirinha...)
Ao redor do castelo foi construído um jardim de mais de 24.000m², com inúmeras espécies de plantas. O Sr. Henry era um aficionado por jardinagem: ganhou vários prêmios por suas orquídeas e crisântemos.

Hoje a Casa Loma, nome dado ao castelo, é propriedade da Cidade de Toronto e um dos pontos turísticos mais famosos daqui. Nós fomos conferir!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

PARA MORRER DE RIR...

Atenção para a conversa da Carol no MSN comigo, falando sobre a chegada no Brasil (não resisti e tive que transcrever um trecho):

"Luiza says:
E a alfândega?

Caroline says:
Entãooo..Você perdeu a cena! Até no aeroporto eu consigo pagar mico!Imaginee.... Eu estava com uma mala de mão maior que o permitido. Sentei no CHÃO do aeroporto, abri minhas 4 malas, contando com as de mão, e comecei a mudar tudo de lugar. MAS NÃO CABIAAA!! Conclusão, tirei 3 casacos gigantes da mala e vesti: praticamente um boneco de neve. Carreguei meu urso de pelúcia, toalha de rosto, 2 malas grandes, tudo na mão. E a outra mala que acabou ficando vazia, uma super boa por sinal, não coube em lugar nenhum. Tive que dar pra um cara lá... Eu ofereci e ele aceitou!"

Essa é a Carol...
Bem que eu suspeitava que a ela estava desafiando as leis da matéria: eram corpos demais querendo ocupar a mesma mala! Mas tudo acabou bem. As malas não explodiram e ela está no Brasil em segurança e, agora, derretendo de calor. Já aqui, ficaremos ao redor de -7 graus no fim de semana... Pelo menos isso significa que não vai nevar...



terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

VAI QUE É SUA, CAROL!

Na última sexta-feira nos despedimos de uma grande parte das pessoas que conhecemos nesse primeiro mês de intercâmbio... E foi muito estranho o nó na garganta que senti ao abraçar algumas delas porque, afinal, a gente se conheceu há muito pouco tempo. A Carol conversou comigo sobre a mesma sensação. Talvez esse sentimento de ligação tenha nascido assim, tão facilmente, porque nossos "amigos" brasileiros foram o primeiro porto seguro que encontramos aqui. Em um momento em que tudo era estranho, em que o idioma não era o nosso, a casa não era a nossa, a família não era a esperada, a escola era nova etc; ouvimos um sussurro familiar (sim, um sussurro, porque na escola é proibido falar português), corremos atrás dele e quem nos recebeu foi o jeito brasileiro de ser: um sorriso muito aberto no rosto e a disponibilidade para ajudar a resolver os problemas que pudessem aparecer...

Hoje, no entanto, o dia foi um pouco mais difícil pra mim: o último dia da Carol aqui. Então, decidi fazer esse post em homenagem a ela, que foi a minha companheira praticamente inseparável durante esse mês... Temos realmente muitas coisa em comum e, seguramente, a nossa convivência tornou a nossa estadia aqui mais divertida, mais interessante, mais rica. Encontramos na nossa amizade a oportunidade para dividir ideias, desejos, sensações, críticas, histórias, impressões. Foi muito bacana. E, logicamente, nosso último ato juntas aqui em Toronto foi o de devorar um crepe de nutella com morango e banana... Temos que honrar a fama, ?

Aos primeiros amigos de Toronto - Carol, Jeff, Andrew e Manu - o meu abraço. No meio de histórias e sonhos completamente diferentes, vindos de cada um de nós, essa cidade nos reservou um encontro e, seguramente, momentos memoráveis.
Carol, boa viagem e boa sorte na sua missão de fazer caber as compras na mala e, principalmente, na de entrar no país com todas elas.

PS: Preciso de notícias da Amanda (minha prima que estava em Vancouver). Como foi o acidente? Ela está bem?

Bjo a todos.