Mostrando postagens com marcador Canadá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Canadá. Mostrar todas as postagens

sábado, 20 de fevereiro de 2010

INTERCÂMBIO VALE A PENA?

A viagem está chegando ao fim... Foram muitos passeios, muitas risadas, muito estudo, muito aprendizado e, finalmente, depois de mais de 60 dias fora de casa, podemos responder a pergunta mais importante: Intercâmbio vale a pena?
Seguramente, essa foi uma das melhores experiências da minha vida. Intercâmbio vale muito a pena e, não só é a maneira mais interessante e eficiente de aprender ou melhorar uma língua estrangeira, como uma oportunidade bacana de repensar algumas coisas, nos testarmos em novas situações, nos conhecermos melhor. Nos últimos posts, falamos sobre algumas dúvidas que povoam a cabeça e o coração do intercambista, e que podem ajudar quem pretende viajar. Claro, não há receitas nem respostas prontas pra nada. O seu caminho, na sua viagem, é você quem vai construir. No entanto, lembre-se sempre de que você é a visita. É você quem tem que se adaptar ao país, à família, à escola; e não o contrário. Use seu bom senso. Sempre. Tem certas coisas que não são regra, mas sinal de respeito.
Durante o tempo em que estou aqui, vi muitos jovens "em fuga", procurando no intercâmbio a oportunidade de fazerem o que quiser longe dos "olhos" dos pais: beber muito, namorar muito, sair todo dia, quebrar todas as regras. A minha opinião sobre isso - e não é lição de moral ou nada parecido, mas só uma opinião - é a de que, se você não tem liberdade no seu país, é porque você não sabe o que fazer com ela. Liberdade a gente conquista. E, quando a gente consegue, ela não dura apenas um intercâmbio. Mas, ainda assim, pra quem está em fuga - dos pais, de si, ou seja lá de quem for - vai um lembrete: você está vindo pra um país onde a lei existe. Se você quiser ser louco, ok. Mas não seja burro!
E aproveite. Curta cada segundo, porque é único, é maravilhoso, passa rápido e você vai querer voltar!... Como eu quero.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

HAPPY BIRTHDAY!


Fazer aniversário fora de casa, longe do colinho e do abraço quente daqueles que nós amamos não é, a princípio, lá muito bom. Hoje, estou passando por essa experiência aqui em Toronto: 24 anos. Puts! Quase um quarto de século!... É a idade chegando! heheheh
Mas o dia 18 de Fevereiro de 2010, que começou sem grandes expectativas, me reservou bonitas surpresas e, confesso, vai terminar com um gostinho especial de quem pôde festejar e experimentar o carinho das pessoas de uma maneira nova.
Tem um frase, de que eu gosto muito (acho que de uma música do Caetano Veloso), que diz que "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é...". Hoje me lembrei muito dela ao pensar sobre como as pessoas experimentam o amor, o carinho ou qualquer sentimento que seja, de maneira diferente mas, nem por isso, menos tocante, menos digna, menos significativa. Achei bonito a maneira que a Sofia, minha host mother, encontrou de me fazer "importante" nesse dia de hoje e de me dizer que eu vou deixar alguma marquinha aqui quando eu for embora.
Logo no café da manhã, quando entrei na cozinha, no pacote em que estava meu almoço havia também um guardanapo, estampado com um sorriso e o desejo de um feliz aniversário. À tarde, quando cheguei em casa, Sofia me deu um abraço tímido, daqueles em que os corpos quase não se encontram, disse que eu sou uma garota especial e que cozinharia spaghetti no jantar, porque, na China, é o desejo de que nossa vida seja longa, assim como cada um dos fios da massa. Após o jantar, uma surpresa: um bolo, com meu nome - aqui no Canadá as pessoas só me chamam de Maria. Em casa, sou a Maria B, de Brasil, porque há uma outra Maria, da Venezuela. E também ganhei um cartão, com uma mensagem de cada uma das pessoas que mora comigo: agora somos 8! Ontem chegou mais uma, vinda da Guatemala.
Ao voltar pro meu quarto, outra pequena grata surpresa: Hiroko, que chegou há apenas uma semana do Japão e que é uma doçura de pessoa, bateu na minha porta com um sorriso tímido e um inglês igualmente acanhado, me trazendo presentes de aniversário. Me emocionei. Meu aniversário estava completo. Não tive vontade de comparar. Não precisei fazer sentenças condicionais do tipo "se eu estivesse no Brasil, meu aniversário...", porque tudo o que importou no dia de hoje é que eu pude ver que cada um estava fazendo o melhor que podia naquele momento para me aquecer e fazer o meu aniversário mais alegre.
Do Brasil também vieram palavras especiais. Mãe, pai, , tia, namorado, amigos amados da EMC2, Carolzinha, Dindo e Dinda, Renato. Obrigada por terem feito o carinho de vocês chegar até mim. Chegou, e me aqueceu: hoje o frio de Toronto não foi nada!

sábado, 6 de fevereiro de 2010

CASA LOMA

Era uma vez o Sr. Henry, um industrial e militar muito rico, que resolveu realizar o sonho de construir um castelo medieval no topo de uma colina, de onde seria possível uma vista geral da cidade de Toronto. Com mais de 300 homens trabalhando na construção, a obra começou em 1911 e durou 3 anos. Na época, custou $3.500.000,00. Mas o Sr. Henry e sua esposa, Lady Pellat, só moraram no castelo por 10 anos, até que problemas financeiros forçaram o abandono da propriedade. Biblioteca, sala de jantar, sala de fumar, sala de servir (para café da manhã e jantares íntimos), jardim de inverno, escritório, vários quartos de hóspede, sala de bilhar, duas torres, inúmeras passagens secretas, adega, piscina, sala de exercícios, estábulo, além dos quartos dos proprietários e dos aposentos dos 40 empregados da casa. Esses são alguns dos espaços desse castelo, cuja construção foi feita com o que tinha de mais moderno na época e cuja decoração contou com móveis vindos de vários países, já que Sr. Henry era um colecionador.

No banheiro do Sr. Henry (foto), uma curiosidade: o chuveiro foi construído para cercar completamente o corpo dele com sprays de água, que saíam de 3 níveis de tubulação.
Uma coisa interessante é que o casal possuía quartos separados... Será que era por isso que os casamentos duravam a vida inteira? (hehehe...brincadeirinha...)
Ao redor do castelo foi construído um jardim de mais de 24.000m², com inúmeras espécies de plantas. O Sr. Henry era um aficionado por jardinagem: ganhou vários prêmios por suas orquídeas e crisântemos.

Hoje a Casa Loma, nome dado ao castelo, é propriedade da Cidade de Toronto e um dos pontos turísticos mais famosos daqui. Nós fomos conferir!

sábado, 23 de janeiro de 2010

ENCHANTÉ!

Nossos sentidos estão em êxtase! French Canadá é simplesmente deslumbrante. Estamos passando o fim de semana no lado francês do país, incluindo as cidades de Ottawa (a Capital. Sim, meus amigos, a capital do Canadá não é Toronto!), Montreal e Quebec, nessa ordem. Confesso que Ottawa foi uma grata surpresa. A opinião geral era a de que podíamos cortá-la da lista e dedicar mais tempo às outras duas cidadas. Não. Não podíamos. A arquitetura da cidade é sensacional!

Assim como Montreal, Ottawa tem uma Catedral de Notre-Dame. Acho que já comentei que, desde que cheguei, ando me sentindo uma “fotógrafa” meio incompetente. Todas as fotos ficam muito aquém dos objetos e lugares fotografados, o que é justo, afinal, já que a fotografia não pode reconstituir os cheiros, o clima, a sensação do tato e o que está ao redor da área enquadrada. Tenho tentado combinar fotografia e texto para que, juntos, eles possam contribuir para a tão desejada possibilidade de dividir o que vivo aqui.. Mas o que estamos experimentando esse fim de semana (a maravilhosa Notre-Dame, por exemplo) me fazer esbarrar em uma dificuldade de relato, inclusive de ordem verbal... Está difícil traduzir em palavras a beleza dos lugares...hehehehe..

Quebec é um sonho... A mais linda entre as três. E a mais fria também. Estamos entre -15 e -20 graus e é difícil até de andar na rua. Estamos super agasalhados e não sentimos frio no corpo, mas as extremidades sofrem muito. Meu rosto está todo queimado e de, 15 em 15 minutos, mais ou menos, a gente precisa entrar em um lugar fechado pra se recuperar. O programa mais interessante até agora em Quebéc foi a visita a um hotel feito de gelo. Muito legal mesmo! A cidade é um charme e a gastronomia acompanha... Aliás, comer tem sido a nossa especialidade. Jantamos em Montreal e, daqui a pouco, faremos o mesmo aqui em Quebec. As três cidades, de modo geral, nos convidam a explorar os sabores, a entrar nos pequenos restaurantes à meia luz, a brincar com as velas, com as fotos, com as lembranças... Lógico que, a cada vez que saímos juntos, quase morremos de rir... Vou providenciar a lista das pérolas da viagem, mas já adianto a de ontem à noite. Jeff foi capaz de dizer “Tá muito frio. ‘Bora’ pro hotel entrar no chorume." CHORUME GENTE!!!! De onde o Jeff tirou uma coisa dessas?... Ele queria dizer ofurô... Igualzinho, né?
Termino o post de hoje requisitando a defesa de vocês. Olhem os meus apelidos aqui:
-Baixinha
-Pequena criatura
-Pequena
-Gnomo (esse é, realmente, sensacional!!!)
Em breve, esse post receberá os links das fotos das três cidades. Cada uma mais linda que a outra! Aguardem e continuem ligados. Obrigada por estarem acompanhando!... Espero que esteja divertido!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

NEVE. AGAIN?

A alegria durou pouco: começou a nevar novamente. Acabo de chegar em casa branca de gelo... Pelo menos não está ventando, porque cada vez que o vento resolve mostrar sua força eu tenho a impressão de que meu peso não é suficiente para me manter no chão... Em NYC eu tive uma quase experiência de vôo livre. Mais um pouco de vento e eu faria um tour aéreo pela cidade...
Por falar em nevar, me lembrei do mico do ano que eu paguei em NYC: primeiro dia de neve e vai a Luiza pra rua com a capa de chuva "made in Brazil" debaixo do braço. O que aconteceu? A capa congelou e virou uma tábua... Logicamente, não tinha jeito de vestir nem de dobrar direito, e a capa parecia ter triplicado de volume... afff... Volto eu pro hotel pra deixar aquela "coisa" estendida na cama...
Aliás, vocês devem ter percebido que o que não falta é mico pra contar, né? Em matéria de histórias engraçadas, estamos nos dando bem... Os meninos já passaram pela fase de ensinar coisas erradas aos japoneses que estudam com a gente (o Andrew fez um japa se apresentar para uma garota dizendo: "Olá! Eu sou boiola!"..hehehehe). E nós já perdemos a conta de quantas vezes respondemos "yes" para perguntas que não entendemos: se o povo fala e a gente não entende, mandamos logo um "yes". Nem sempre dá certo e muitas vezes as pessoas ficam olhando pra gente como quem pergunta "vocês são malucos?", diante das nossas respostas sem nexo. Mas aos poucos a habilidade de ouvir vai melhorando, principalmente para reconhecer as contrações de palavras e frases.
Desci pra jantar agora e nosso time de estudantes na casa aumentou. Agora somos 5: dois venezuelanos, uma mexicana, uma brasileira (EU!) e uma japonesa (a mais nova moradora!)
Fico por aqui porque tenho uma pilha de homework pra fazer...afffff...
See you.

domingo, 20 de dezembro de 2009

DE MALAS PRONTAS

Até pra sonhar é preciso coragem. Tenho descoberto isso nos últimos meses, quando sementes há muito tempo cultivadas começaram a dar frutos e meu intercâmbio a se tornar realidade. No próximo domingo embarco rumo a Nova York e, depois, ao Canadá. Embora uma viagem dessas não nasça de um dia para o outro e eu esteja pensando nela há um bom tempo, as últimas semanas têm sido de ansiedade e nervosismo permanentes. Ando com borboletas no estômago, como uma menina apaixonada mas, agora, pela ideia de descobrir o mundo.


Na mala de um viajante de primeira viagem, tudo é dúvida. Até sobre o que parece mais simples e óbvio, conseguimos produzir algum tipo de ressalva, sempre criando sentenças condicionais, começadas com " e se..." e terminadas na decisão de criar um "plano B" pra tudo. Instinto de sobrevivência, será? Acho que não, ?! Tá mais fácil ser instinto de publicitária viciada em planejamento... hehehehe


E, é claro, a minha ansiedade transbordante andou molhando os que estão ao redor: os primeiros a levarem o banho foram meus pais. Então, mesmo que eu vá embarcar sozinha, tenho certeza de que os próximos dois meses serão de viagens imaginárias para muitas pessoas que dividiram esse sonho comigo de alguma forma, dando dicas, escolhendo destinos, comprando ingressos, me dando guias, me preparando para a neve. Portanto, em vocês, sempre tão dispostos a me empurrar pra frente, faço um carinho, transformando esse blog em um diário de viagem pra que, de alguma forma, seja possível COMPARTILHAR o que vou ver, sentir, viver. Mãe, pai, Alice, Ni, Mili, Dani, Tia Andreia, Tio Wellington, Amanda, Dindo, Dinda, Hellyd, Flávia, Marquinhos e todos aqueles que quiserem chegar e acompanhar, vocês acabaram de ganhar o visto!