segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

TORONTO - PRIMEIRO SINAL DE VIDA

Depois de dois dias tendo que me agarrar ao poste pra não levantar vôo em NYC, cheguei a Toronto. Foi tenso e achei que eu não embarcaria. Adivinhem? Overbook!!!! Foi a primeira vez que eu realmente tive medo desde que viajei... Mas fiz um drama com a mulher da American Airlines e embarquei!
Em Toronto está muuuuuiiiiitooo frio! ...Bem mais que em NYC. Estamos ao redor de -15 graus...osso...
Minha familia me recebeu bem e estou super bem acomodada. Na mesma casa, há um menino e duas meninas, uma mexicana e uma venezuelana... mas cada um em seu quarto! (CALMA MOMMY!). Como neva demais, ainda não foi possivel perceber a beleza da cidade... pra falar a verdade, achei bem feia por enquanto.. hhehehhehehe
Nunca vi tanto brasileiro por metro quadrado como aqui na escola...socorro!!! tem que ficar esperto pra não falar português... Hoje não estou tendo aula: fiz apenas provas de nivelamento e, como era de se esperar, fui mal na de gramática...
O primeiro dia é sempre tenso, mas hei de me encontrar em breve...
See you.
Luiza

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

NYC 2

Hoje o dia acordou branco. Era a neve caindo e engrossando meu estoque de perguntas: como sair de casa com o céu derramando esse gelo todo? Por mais que a gente se planeje e tente antecipar o que pode acontecer durante uma viagem a um país estranho, somos sempre surpreendidos por coisas que sequer podíamos imaginar antes de sairmos de casa. Por isso, meu primeiro dia em NYC foi bastante crítico, já que tudo era novidade, incluindo as famigeradas torneiras do banheiro...hehehe
Descobri muitas coisas em poucos dias, inclusive que meu anjo da guarda não brinca em serviço...hehehehe..o bichinho anda trabalhando adoidado desde que cheguei.
NYC faz a gente respirar cultura e beleza: pra todo lado tem um Museu, um teatro, um cinema, uma vitrine que merece ser admirada por mais parecer uma obra de arte... Os Museus são enormes e democráticos: todos entram, fotografam, aproveitam...mas eles são tão grandes e ricos em informação, que não dá pra ver e absorver tudo em um dia...
NY é linda de um jeito, que tudo o que a gente pensa quando anda por ela é em compartilhá-la com quem a gente ama. Dividir, dividir, dividir. Esse é o verbo que eu mais gostaria de estar conjugando aqui.
Feliz ano novo!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

NYC

Posto diretamente da loja da Apple, em NYC, aproveitando que entrei aqui pra evitar o congelamento total dos meus dedos: muitos graus abaixo de zero no momento. Para todos os que aguardam um sinal de vida, fiquem tranquilos: estou bem e anestesiada: pelo frio e pela cidade...hehehehehe... Isso aqui é sensacional!! Bem que o Hellyd (amigo, querido!) me avisou que a magia aqui rola solta: cidade realmente apaixonante.
Hoje visitei o Madame Tussauds e o Museu de História Natural. Surpreendente! Fotos pra dar e vender! Andei bastante pela 5th e 7th avenidas também: "sale" pra tudo quanto é lado. Haja auto-controle!
A cidade está lindamente iluminada por causa do Natal.
Minha temperatura corporal voltou...vou pro hotel! Prometo um post decente em breve! hehehehe... Bjo a todos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

DE MALAS PRONTAS

Até pra sonhar é preciso coragem. Tenho descoberto isso nos últimos meses, quando sementes há muito tempo cultivadas começaram a dar frutos e meu intercâmbio a se tornar realidade. No próximo domingo embarco rumo a Nova York e, depois, ao Canadá. Embora uma viagem dessas não nasça de um dia para o outro e eu esteja pensando nela há um bom tempo, as últimas semanas têm sido de ansiedade e nervosismo permanentes. Ando com borboletas no estômago, como uma menina apaixonada mas, agora, pela ideia de descobrir o mundo.


Na mala de um viajante de primeira viagem, tudo é dúvida. Até sobre o que parece mais simples e óbvio, conseguimos produzir algum tipo de ressalva, sempre criando sentenças condicionais, começadas com " e se..." e terminadas na decisão de criar um "plano B" pra tudo. Instinto de sobrevivência, será? Acho que não, ?! Tá mais fácil ser instinto de publicitária viciada em planejamento... hehehehe


E, é claro, a minha ansiedade transbordante andou molhando os que estão ao redor: os primeiros a levarem o banho foram meus pais. Então, mesmo que eu vá embarcar sozinha, tenho certeza de que os próximos dois meses serão de viagens imaginárias para muitas pessoas que dividiram esse sonho comigo de alguma forma, dando dicas, escolhendo destinos, comprando ingressos, me dando guias, me preparando para a neve. Portanto, em vocês, sempre tão dispostos a me empurrar pra frente, faço um carinho, transformando esse blog em um diário de viagem pra que, de alguma forma, seja possível COMPARTILHAR o que vou ver, sentir, viver. Mãe, pai, Alice, Ni, Mili, Dani, Tia Andreia, Tio Wellington, Amanda, Dindo, Dinda, Hellyd, Flávia, Marquinhos e todos aqueles que quiserem chegar e acompanhar, vocês acabaram de ganhar o visto!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CASO UNIBAN

Há pouco mais de uma semana eu e uma amiga (Raquel Camargo) demos um mini-curso em um congresso, em que discutimos redes sociais e seus desdobramentos na vida das pessoas, das empresas, das marcas. Selecionamos alguns cases que julgávamos interessantes e, um deles, no momento recém-nascido, era o da Uniban.
Colocamos o caso em discussão inicialmente com o propósito de que nossos alunos discutissem o posicionamento da Faculdade. Até o momento tínhamos o vídeo da garota sendo hostilizada nos corredores da escola e as publicações de alguns blogs em que o Secretário Geral da unidade em que ocorreu o caso se identificava como Tiba e entrava em contradição ao comentar o assunto.
Mas logo de imediato a discussão proposta no mini-curso extrapolou as redes sociais (a imprensa se pautou pelos blogs que, em primeira mão, comentaram o caso) e mergulhou no campo educacional. Primeiro, porque o vídeo mostrava um território sem lei. Nos perguntamos várias vezes sobre o tipo de relação mantida entre professores e alunos e entre diretoria e alunos na Uniban, para que dezenas de estudantes deixassem a sala de aula, filmassem, fotogravassem e gritassem em coro palavras de agressão contra a aluna ameaçada de estupro, sem que nada fosse feito para impedí-los. Também soou estranho que o responsável pela escola, designado para falar oficialmente em nome da instituição, se identificasse por um apelido: Tiba.
Ficou, portanto, evidente a falta de preparo da escola não só para lidar com a questão, mas para compreender sua própria função de instituição de ensino. E ficou difícil de imaginar, já naquele momento de discussão durante o mini-curso, a existência de um projeto pedagógico. A Uniban parecia mais um exemplo das faculdades que se tornaram meras máquinas de ganhar dinheiro.
O desenrolar da questão, no entanto, fez as coisas se tornarem ainda mais graves. Primeiro, a aluna expulsa. Em seguida, o questionamento do Ministério Público sobre o direito de defesa da estudante. E, então, a expulsão foi revogada...
Em momento nenhum penso que a discussão sobre o caso deve cair na rasura do argumento que condena os trajes usados pela aluna para ir à faculdade. Esse é um tópico que tem a ver com bom senso (ou a falta dele). Já o erro da faculdade e dos demais alunos, que berravam palavras de baixo calão no corredor, é de natureza ética e de direitos humanos. O que a Uniban parece estar fazendo? Simplesmente respondendo às expectativas que, de forma ingênua e atabalhoada, julga serem a da sociedade civil e a da imprensa. Ou seja, a Faculdade muda de rumo conforme sopra o vento. Nisso há um pequeno detalhe: a Uniban não vende banana, mas ensino. É a profissão das pessoas e a forma com que elas conduzirão suas carreiras que está em jogo.

Mais um capítulo da velha história sobre o ensino brasileiro. Enquanto permanecer a ideia de que a questão é numéria, ou seja, de que basta abrir faculdades em toda esquina, a qualidade vai continuar nos passando suas rasteiras...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

POR QUE INCOMODA TANTO?



Esse comercial saiu do ar essa semana, depois da reclamação de alguns consumidores, que se sentiram ofendidos. Cada vez que isso acontece, eu sou acometida por uma preguiça avassaladora, que não me permite achar outro nome para ocorrências desse tipo, senão o de que se trata de hipocrisia, e das grandes! ... Não que a regulamentação do CONAR não seja importante. É! E não que as pessoas não tenham direito de se manifestar sobre aquilo que as incomoda. Têm.

Mas diariamente convivemos com imagens de mulheres que se exibem semi-nuas na TV, funks com letras pornográficas, atrações televisivas que incluem pessoas se esfregando em uma banheira ou em outro lugar qualquer, além de quadros que se escondem sob o pretexto do entretenimento e do humor para exporem as pessoas ao risco e ao ridículo.

Com relação a isso não há protesto. Ao contrário, as pessoas acham bonitinho, engraçado.

E, no entanto, quando uma senhora fala em sexo com a neta em um comercial de TV, o Conar, orgão regulamentador da publicidade, recebe inúmeras reclamações e o filme sai do ar. Por que? Esse assunto não pode estar na boca de senhoras? ...Ser mulher, estar na terceira idade e ainda pensar em sexo é combinação demasiadamente provocativa para uma sociedade machista? Mas e se fosse um homem? Por que ninguém se ofende quando mulheres aparecem de biquíni em comerciais de cerveja, sendo chamadas de gostosa, cobiçadas por um bando de homens. O lugar da mulher é sempre o de objeto de desejo? A ela não cabe o desejo?

É triste como, ao sexo, sempre cabem teorias libertadoras em que os tabus estão sendo deixados pra trás, quando a realidade nos diz sempre o contrário. Caminhamos em círculo, reeditando as nossas polêmicas. Ou ninguém se lembra da confusão gerada pelo depoimento de uma senhora no final de uma novela do Manuel Carlos, em que ela falava sobre orgasmo?

domingo, 20 de setembro de 2009

VENDE-SE MACONHA

"A humanidade deveria aceitar a pedofilia e o tráfico de pessoas ou de armas por um senso ingênuo de que é inevitável ou intratável?. (...) Suspender os controles sobre o uso de drogas seria uma renúncia cínica do Estado à sua responsabilidade de proteger a saúde dos cidadãos." (fonte: Portal Terra, março de 2009)

O depoimento acima, de Antonio María Costa, chefe do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), adianta a grande polêmica envolvida em uma possível legalização das drogas. Hoje, a revista francesa Le Monde trouxe uma matéria que discute 10 motivos para a legalização, entre os quais a desarticulação do tráfico, políticas de informação mais transparentes, queda da criminalidade. Polêmico, o assunto não é novidade nas pautas internacionais. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, já se declarou publicamente a favor da legalização da maconha, liderando, inclusive, um grupo que discute o assunto junto a ONU.

Eu, particularmente, defendo a legalização. Considero um passo importante não só para a diminuição do crime organizado, mas porque na esteira do consumo de drogas há uma série de outros problemas, como o HIV, a violência doméstica, o vício como uma questão séria de saúde pública. Logicamente, a legalização não resolve de uma hora pra outra toda a complexidade e os desdobramentos do consumo de drogas, principalmente porque estamos falando de um mercado que movimenta mais de 320 bilhões de dólares por ano. Lobby e dinheiro grosso sustentam essa história e não é preciso dizer que tem peixe graúdo envolvido...
De cara, a legalização já tira a graça de um bando de adolescente "crisento" que acha "cool" e transgressor fumar maconha (ninguém merece!). Aliás, o "asfalto" e as classes média e alta têm responsabilidade sobre o tráfico, embora o problema seja sempre tratado como "do morro", "do pobre". Existe traficante sem comprador?
Além disso e, principalmente, a legalização permite que a discussão se aprofunde. As drogas sempre são tratadas com foco na repressão do consumo. Não seriam úteis políticas mais consistentes de prevenção e de tratamento de dependentes químicos?
Liberar não é negligenciar a preocupação com a saúde do cidadão, mas abrir caminho para a informação e para que cada um se responsabilize por suas escolhas.