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domingo, 20 de setembro de 2009

VENDE-SE MACONHA

"A humanidade deveria aceitar a pedofilia e o tráfico de pessoas ou de armas por um senso ingênuo de que é inevitável ou intratável?. (...) Suspender os controles sobre o uso de drogas seria uma renúncia cínica do Estado à sua responsabilidade de proteger a saúde dos cidadãos." (fonte: Portal Terra, março de 2009)

O depoimento acima, de Antonio María Costa, chefe do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), adianta a grande polêmica envolvida em uma possível legalização das drogas. Hoje, a revista francesa Le Monde trouxe uma matéria que discute 10 motivos para a legalização, entre os quais a desarticulação do tráfico, políticas de informação mais transparentes, queda da criminalidade. Polêmico, o assunto não é novidade nas pautas internacionais. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, já se declarou publicamente a favor da legalização da maconha, liderando, inclusive, um grupo que discute o assunto junto a ONU.

Eu, particularmente, defendo a legalização. Considero um passo importante não só para a diminuição do crime organizado, mas porque na esteira do consumo de drogas há uma série de outros problemas, como o HIV, a violência doméstica, o vício como uma questão séria de saúde pública. Logicamente, a legalização não resolve de uma hora pra outra toda a complexidade e os desdobramentos do consumo de drogas, principalmente porque estamos falando de um mercado que movimenta mais de 320 bilhões de dólares por ano. Lobby e dinheiro grosso sustentam essa história e não é preciso dizer que tem peixe graúdo envolvido...
De cara, a legalização já tira a graça de um bando de adolescente "crisento" que acha "cool" e transgressor fumar maconha (ninguém merece!). Aliás, o "asfalto" e as classes média e alta têm responsabilidade sobre o tráfico, embora o problema seja sempre tratado como "do morro", "do pobre". Existe traficante sem comprador?
Além disso e, principalmente, a legalização permite que a discussão se aprofunde. As drogas sempre são tratadas com foco na repressão do consumo. Não seriam úteis políticas mais consistentes de prevenção e de tratamento de dependentes químicos?
Liberar não é negligenciar a preocupação com a saúde do cidadão, mas abrir caminho para a informação e para que cada um se responsabilize por suas escolhas.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

FURACÕES HUMANOS

Não sei se é só uma impressão, mas a violência parece estar assumindo formas cada vez mais torpes e esdrúxulas. Sempre achei difícil encontrar contexto pra atos violentos e, dessa forma, algum tipo de razão que os justifique. Mas hoje, essa parece ser uma tarefa impossível. Crianças jogadas pela janela, menino arrastado até a morte, mulher que mata amiga pra ficar com a filha dela, professores sendo espancados e escolas sendo destruídas, criança de dois anos levando tiro e assistindo ao assassinato da mãe, estupro seguido de esquartejamento, namoros terminando junto com a vida de uma das partes. O que é isso??? Sempre fomos assim??? Nunca fui adepta de maniqueísmos e rótulos preocupados em dividir o mundo entre mocinhos e vilões. Mas quando a vida se torna banal a esse ponto e, mais que isso, quando passamos a nos acostumar e a quase esperar que o noticiário venha sangrento todas as noites; precisamos parar pra pensar. É como se cada um se sentisse no direito de se vingar quando sai alguma coisa fora do que queríamos e planejávamos. Parecemos estar desaprendendo a viver em sociedade. Mas é ridículo deixarmos que o foco cego no nosso próprio umbigo engula o mundo ao redor. E PESSOAS ao redor...