quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

NYC

Posto diretamente da loja da Apple, em NYC, aproveitando que entrei aqui pra evitar o congelamento total dos meus dedos: muitos graus abaixo de zero no momento. Para todos os que aguardam um sinal de vida, fiquem tranquilos: estou bem e anestesiada: pelo frio e pela cidade...hehehehehe... Isso aqui é sensacional!! Bem que o Hellyd (amigo, querido!) me avisou que a magia aqui rola solta: cidade realmente apaixonante.
Hoje visitei o Madame Tussauds e o Museu de História Natural. Surpreendente! Fotos pra dar e vender! Andei bastante pela 5th e 7th avenidas também: "sale" pra tudo quanto é lado. Haja auto-controle!
A cidade está lindamente iluminada por causa do Natal.
Minha temperatura corporal voltou...vou pro hotel! Prometo um post decente em breve! hehehehe... Bjo a todos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

DE MALAS PRONTAS

Até pra sonhar é preciso coragem. Tenho descoberto isso nos últimos meses, quando sementes há muito tempo cultivadas começaram a dar frutos e meu intercâmbio a se tornar realidade. No próximo domingo embarco rumo a Nova York e, depois, ao Canadá. Embora uma viagem dessas não nasça de um dia para o outro e eu esteja pensando nela há um bom tempo, as últimas semanas têm sido de ansiedade e nervosismo permanentes. Ando com borboletas no estômago, como uma menina apaixonada mas, agora, pela ideia de descobrir o mundo.


Na mala de um viajante de primeira viagem, tudo é dúvida. Até sobre o que parece mais simples e óbvio, conseguimos produzir algum tipo de ressalva, sempre criando sentenças condicionais, começadas com " e se..." e terminadas na decisão de criar um "plano B" pra tudo. Instinto de sobrevivência, será? Acho que não, ?! Tá mais fácil ser instinto de publicitária viciada em planejamento... hehehehe


E, é claro, a minha ansiedade transbordante andou molhando os que estão ao redor: os primeiros a levarem o banho foram meus pais. Então, mesmo que eu vá embarcar sozinha, tenho certeza de que os próximos dois meses serão de viagens imaginárias para muitas pessoas que dividiram esse sonho comigo de alguma forma, dando dicas, escolhendo destinos, comprando ingressos, me dando guias, me preparando para a neve. Portanto, em vocês, sempre tão dispostos a me empurrar pra frente, faço um carinho, transformando esse blog em um diário de viagem pra que, de alguma forma, seja possível COMPARTILHAR o que vou ver, sentir, viver. Mãe, pai, Alice, Ni, Mili, Dani, Tia Andreia, Tio Wellington, Amanda, Dindo, Dinda, Hellyd, Flávia, Marquinhos e todos aqueles que quiserem chegar e acompanhar, vocês acabaram de ganhar o visto!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CASO UNIBAN

Há pouco mais de uma semana eu e uma amiga (Raquel Camargo) demos um mini-curso em um congresso, em que discutimos redes sociais e seus desdobramentos na vida das pessoas, das empresas, das marcas. Selecionamos alguns cases que julgávamos interessantes e, um deles, no momento recém-nascido, era o da Uniban.
Colocamos o caso em discussão inicialmente com o propósito de que nossos alunos discutissem o posicionamento da Faculdade. Até o momento tínhamos o vídeo da garota sendo hostilizada nos corredores da escola e as publicações de alguns blogs em que o Secretário Geral da unidade em que ocorreu o caso se identificava como Tiba e entrava em contradição ao comentar o assunto.
Mas logo de imediato a discussão proposta no mini-curso extrapolou as redes sociais (a imprensa se pautou pelos blogs que, em primeira mão, comentaram o caso) e mergulhou no campo educacional. Primeiro, porque o vídeo mostrava um território sem lei. Nos perguntamos várias vezes sobre o tipo de relação mantida entre professores e alunos e entre diretoria e alunos na Uniban, para que dezenas de estudantes deixassem a sala de aula, filmassem, fotogravassem e gritassem em coro palavras de agressão contra a aluna ameaçada de estupro, sem que nada fosse feito para impedí-los. Também soou estranho que o responsável pela escola, designado para falar oficialmente em nome da instituição, se identificasse por um apelido: Tiba.
Ficou, portanto, evidente a falta de preparo da escola não só para lidar com a questão, mas para compreender sua própria função de instituição de ensino. E ficou difícil de imaginar, já naquele momento de discussão durante o mini-curso, a existência de um projeto pedagógico. A Uniban parecia mais um exemplo das faculdades que se tornaram meras máquinas de ganhar dinheiro.
O desenrolar da questão, no entanto, fez as coisas se tornarem ainda mais graves. Primeiro, a aluna expulsa. Em seguida, o questionamento do Ministério Público sobre o direito de defesa da estudante. E, então, a expulsão foi revogada...
Em momento nenhum penso que a discussão sobre o caso deve cair na rasura do argumento que condena os trajes usados pela aluna para ir à faculdade. Esse é um tópico que tem a ver com bom senso (ou a falta dele). Já o erro da faculdade e dos demais alunos, que berravam palavras de baixo calão no corredor, é de natureza ética e de direitos humanos. O que a Uniban parece estar fazendo? Simplesmente respondendo às expectativas que, de forma ingênua e atabalhoada, julga serem a da sociedade civil e a da imprensa. Ou seja, a Faculdade muda de rumo conforme sopra o vento. Nisso há um pequeno detalhe: a Uniban não vende banana, mas ensino. É a profissão das pessoas e a forma com que elas conduzirão suas carreiras que está em jogo.

Mais um capítulo da velha história sobre o ensino brasileiro. Enquanto permanecer a ideia de que a questão é numéria, ou seja, de que basta abrir faculdades em toda esquina, a qualidade vai continuar nos passando suas rasteiras...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

POR QUE INCOMODA TANTO?



Esse comercial saiu do ar essa semana, depois da reclamação de alguns consumidores, que se sentiram ofendidos. Cada vez que isso acontece, eu sou acometida por uma preguiça avassaladora, que não me permite achar outro nome para ocorrências desse tipo, senão o de que se trata de hipocrisia, e das grandes! ... Não que a regulamentação do CONAR não seja importante. É! E não que as pessoas não tenham direito de se manifestar sobre aquilo que as incomoda. Têm.

Mas diariamente convivemos com imagens de mulheres que se exibem semi-nuas na TV, funks com letras pornográficas, atrações televisivas que incluem pessoas se esfregando em uma banheira ou em outro lugar qualquer, além de quadros que se escondem sob o pretexto do entretenimento e do humor para exporem as pessoas ao risco e ao ridículo.

Com relação a isso não há protesto. Ao contrário, as pessoas acham bonitinho, engraçado.

E, no entanto, quando uma senhora fala em sexo com a neta em um comercial de TV, o Conar, orgão regulamentador da publicidade, recebe inúmeras reclamações e o filme sai do ar. Por que? Esse assunto não pode estar na boca de senhoras? ...Ser mulher, estar na terceira idade e ainda pensar em sexo é combinação demasiadamente provocativa para uma sociedade machista? Mas e se fosse um homem? Por que ninguém se ofende quando mulheres aparecem de biquíni em comerciais de cerveja, sendo chamadas de gostosa, cobiçadas por um bando de homens. O lugar da mulher é sempre o de objeto de desejo? A ela não cabe o desejo?

É triste como, ao sexo, sempre cabem teorias libertadoras em que os tabus estão sendo deixados pra trás, quando a realidade nos diz sempre o contrário. Caminhamos em círculo, reeditando as nossas polêmicas. Ou ninguém se lembra da confusão gerada pelo depoimento de uma senhora no final de uma novela do Manuel Carlos, em que ela falava sobre orgasmo?

domingo, 20 de setembro de 2009

VENDE-SE MACONHA

"A humanidade deveria aceitar a pedofilia e o tráfico de pessoas ou de armas por um senso ingênuo de que é inevitável ou intratável?. (...) Suspender os controles sobre o uso de drogas seria uma renúncia cínica do Estado à sua responsabilidade de proteger a saúde dos cidadãos." (fonte: Portal Terra, março de 2009)

O depoimento acima, de Antonio María Costa, chefe do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), adianta a grande polêmica envolvida em uma possível legalização das drogas. Hoje, a revista francesa Le Monde trouxe uma matéria que discute 10 motivos para a legalização, entre os quais a desarticulação do tráfico, políticas de informação mais transparentes, queda da criminalidade. Polêmico, o assunto não é novidade nas pautas internacionais. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, já se declarou publicamente a favor da legalização da maconha, liderando, inclusive, um grupo que discute o assunto junto a ONU.

Eu, particularmente, defendo a legalização. Considero um passo importante não só para a diminuição do crime organizado, mas porque na esteira do consumo de drogas há uma série de outros problemas, como o HIV, a violência doméstica, o vício como uma questão séria de saúde pública. Logicamente, a legalização não resolve de uma hora pra outra toda a complexidade e os desdobramentos do consumo de drogas, principalmente porque estamos falando de um mercado que movimenta mais de 320 bilhões de dólares por ano. Lobby e dinheiro grosso sustentam essa história e não é preciso dizer que tem peixe graúdo envolvido...
De cara, a legalização já tira a graça de um bando de adolescente "crisento" que acha "cool" e transgressor fumar maconha (ninguém merece!). Aliás, o "asfalto" e as classes média e alta têm responsabilidade sobre o tráfico, embora o problema seja sempre tratado como "do morro", "do pobre". Existe traficante sem comprador?
Além disso e, principalmente, a legalização permite que a discussão se aprofunde. As drogas sempre são tratadas com foco na repressão do consumo. Não seriam úteis políticas mais consistentes de prevenção e de tratamento de dependentes químicos?
Liberar não é negligenciar a preocupação com a saúde do cidadão, mas abrir caminho para a informação e para que cada um se responsabilize por suas escolhas.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

QUE SUCO É ESSE?...ESQUECERAM DE ME EXPLICAR.

Os consumidores de suco de caixinha devem ter notado uma mudança na "cara" e na diversidade de produtos disponíveis no mercado. Pois é. Trata-se do reflexo de uma ação da Coca-Cola com o objetivo de reposicionar as marcas de suco pertencentes ao grupo. Até a mudança, a Coca mantinha no mercado o Vale na caixinha, o Valle na caixinha versão light, o Valle na lata, o Valle na lata light, além das versões normal e ligth nas caixas de 1L. O mesmo ocorria para o suco Mais. Além disso, havia a versão caixinha do suco Kapo, voltado para o público infantil.
Agora, estão disponíveis apenas 3 tipos de produto:

1 - Valle Mais - aqui, houve uma unificação das marcas Valle e Mais. Destinado a jovens, adultos e terceira idade, o suco está disponível em caixas grandes e latas, com opção comum ou light. Ou seja, não há a versão caixinha desse suco, seja normal ou light.
2 - Valle Kapo - É o suco Valle velho de guerra, porém em versão caixinha, com desenhos infantis e também sem a opção light. Aqui, há a opção caixinha de suco com açucar para cobrir a falta dessa opção na marca Valle Mais. No entanto, o consumidor continua sem a opção light. Um outro problema observado nessa situação é a associação da marca Valle com a marca Kapo e o que ela desperta na lembrança do consumidor. O suco Kapo é um suco ralo e açucarado, de baixo valor nutritivo. Ou seja, ao unificar as marcas, a Coca não estaria forçando esse tipo de associação e, com isso, criando a rejeição do consumidor?
3 - Kapo - Voltado para o público infantil, continua tão intragável quanto antes.

Você deve estar se perguntando se a Coca me pagou uma grana pra eu fazer essa explicação que ela mesma deveria ter se preocupado em dar ao consumidor. Não, isso não é um post pago, mas tive que passar por todas essas explicações para chegar ao que realmente importa: qual o motivo de uma marca se reposicionar?
Tudo bem que os motivos são inúmeros e que não dá pra fechar uma formulazinha sobre isso. Mas, no geral, poderíamos pensar em uma estratégia que visa agregar algum valor ao produto ou serviço, melhorando a sua aceitação junto ao consumidor.
Pois é... com base nesse raciocínio, a Coca está equivocada ao propor uma reorganização completamente confusa e, ao que parece, baseada em vontade própria e não na do consumidor (o que é decepcionante em se tratando de um grupo da projeção e importância da Coca).
Conforme relato de comerciantes que lidam diretamente com os produtos e os clientes nos pontos de venda (e esse post foi, inclusive, uma sugestão de um deles! obrigada!), os consumidores reclamam constantemente da falta de um suco de caixinha light e se sentem inseguros de comprar o Valle Kapo, em virtude do recall negativo ativado pela marca Kapo. Consequentemente, sem opção, esses clientes manifestam insatisfação ao se sentirem "obrigados" a pagar mais caro para comprar o Valle Mais, uma vez que ele só está disponível em lata.
Ou seja, um tiro no pé. E o esquecimento de um princípio-chave na vida de um profissional de comunicação: fazemos comunicação para pessoas. Sempre. Temos que estar dispostos e preparados para ouví-las. Será mesmo que a Coca decidiu se reposicionar depois de uma pesquisa de mercado que indicasse essa necessidade? Pela confusão na cabeça do consumidor e a dificuldade de se explicar do que se trata cada versão de suco, parece que não...
Atenção outras marcas de suco existentes no mercado!!!!! Não seria essa uma oportunidade?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

VAI COMPRAR A BRIGA?

A falta de perícia das empresas para lidarem com os clientes anda nos rendendo frutos memoráveis... Os erros em si são grotescos e trazem muita dor de cabeça mas, o que é interessante, é a forma com que os clientes tem se apropriado da situação e, mais que isso, conseguido revertê-las totalmente a seu favor. Passamos do estágio em que a falta de pró-atividade e profissionalismo das organizações terminava nas gavetas das secretárias, nas filas de processos judiciais, em pizza, enfim. As redes sociais e o potencial de viralização dos conteúdos na Internet têm contribuído para mudar essa realidade de alguma forma. E, essa mudança, acabará fazendo, a médio e longo prazo, com que as empresas comecem a se posicionar mais dignamente diante dos erros que cometem e dos serviços que prestam... Como já discutimos aqui, as marcas não estão mais sob o poder das organizações. Consequentemente, há cada vez menos espaço para tentativas de ingnorar ou de enganar o consumidor. Consumidor este, cada vez mais bem informado e disposto a colocar a boca no mundo. A última a circular na rede:





...Ou seja, um vídeo bem produzido, engraçado e resultado da negativa da companhia aérea em arcar com os prejuízos do passageiro... Resultado: quase 5 milhões de views e a empresa querendo negociar com o cara pra que ele tire o vídeo do YouTube. Cliente insatisfeito é cliente engajado! Vai comprar a briga?