domingo, 10 de janeiro de 2010

Fotos

Atendendo a pedidos, fotos: http://www.flickr.com/photos/diariodebordo_luiza

E, reparando minha injustiça, Toronto é linda...hehehehehe

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

AGORA SIM!!!

Depois de quase 15 dias viajando, agora sim poderei escrever mais periodicamente porque acabo de comprar um netbook..Não teve jeito realmente...Tudo isso por inexperiência minha, que me fez ficar neurada com o peso da bagagem de mão. Então, se você vai viajar, não fique preocupado com isso! As pessoas carregam verdadeiras malas como bagagem de mão e viajam tranquilas. Logicamente, quem carrega muita coisa tem mais trabalho pra entrar no país. Aliás, entrar no Canadá é super tranquilo (menos de 15 minutos), mas nos Estados Unidos é um saco: eu tinha duas horas entre desembarcar em Miami e pegar o vôo pra NYC e foi muuuuiiiito apertado! Sem contar que o aeroporto de Miami é uma verdadeira cidade: alguém que precise fazer uma conexão e que não arranhe inglês ou espanhol, está realmente encrencado lá. E, pra completar, a gente tem que ficar praticamente pelado pra passar no Raio-X. Até o sapato a gente tira...afff.... Outra coisa é que não vale a pena investir em cadeado pra mala, porque, seja ele minúsculo ou gigante, a alfândega vai dar um jeito de arrombar: saí do Brasil com 3 e só me resta 1.
Aos que amam NYC antes mesmo de conhecê-la (Dani, Gaby, Tia Andreia), saibam que estão cobertas de razão: aquilo não é cidade pra uma semana, mas pra uma vida inteira! Espero que conheçam em breve! NY é uma cidade totalmente cosmopolita. Por isso, não serve de base para emitir qualquer valor sobre o povo americano. No entanto, vale dizer que muitas expectativas negativas que eu tinha com relação a estar nos Estados Unidos foram quebradas. Em primeiro lugar é possível comer muito bem e de forma saudável e barata, sem ter que aderir ao fast food. Segundo, achei NYC bastante limpa e segura. Mas, o que mais me marcou, seguramente foi o fato de as pessoas sempre partirem do pressuposto de somos honestos. No Brasil, é como se tivéssemos que provar o tempo todo que somos corretos. Em NYC não. A palavra tem valor. Achei isso muito bonito. Em todos os lugares em que comprei ingresso, por exemplo, os atendentes me perguntaram se eu era estudante. Eu respondia que sim e fazia menção de pegar a carteirinha, mas eles dispensavam: a minha verdade era suficiente! Ao mesmo tempo, em muitos museus as entradas são abertas e é muito fácil entrar sem pagar. Em alguns, o pagamento é até opcional, como uma contribuição com a manutenção do acervo. Mas as pessoas escolhem pagar. Na verdade, durante o tempo em que estive em NYC, eu me sentia tão grata pelo que a cidade estava me proporcionando, que eu jamais teria coragem de não pagar, mesmo quando o pagamento era opcional. Acho que foi essa gratidão que me fez chorar horrores no musical do Rei Leão: eu não chorei porque era triste, mas porque era lindo demais, envolvente demais e porque eu estava agradecendo por estar ali.
Agora, uma coisa é certa: quem tem síndrome do "meu país é subdesenvolvido" pode ir tratando de se curar, porque aqui tem muito problema também. O metrô de Toronto, por exemplo, é imundo e lotado. O de SP ganha fácil, apesar de não ter o fator neve: aqui, nossos sapatos ficam cheios dela e, basta entrarmos na estação, que o gelo derrete e faz aquela bagunça!. Além disso, o metrô é um ponto de suicídio, cujos índices são altíssimos. As pessoas se matam se jogando no buraco do trem! Sureal! Só no mês passado, foram 4 se jogando na frente do metrô!
Vou parando por aqui...Em breve, mais histórias... e vou dar um jeito de descarregar minha câmera também...impressionante como a ausência do nosso computador pessoal desorganiza a vida!
Mãe, não se preocupe! Estou bem, comendo bem, tomando banho, durmindo bem. Se eu fizer uma comparação com o que já ouvi de outros estudantes, posso considerar que vivo em um hotél 5 estrelas: tem gente morando em porão! punk!
PS: ESTOU PREOCUPADA COM A AMANDA ( MINHA PRIMA DE 15 ANOS QUE ESTÁ EM VANCOUVER). NOTÍCIAS, POR FAVOR!
Bjos.
Saudades.
Luiza

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

TORONTO - PRIMEIRO SINAL DE VIDA

Depois de dois dias tendo que me agarrar ao poste pra não levantar vôo em NYC, cheguei a Toronto. Foi tenso e achei que eu não embarcaria. Adivinhem? Overbook!!!! Foi a primeira vez que eu realmente tive medo desde que viajei... Mas fiz um drama com a mulher da American Airlines e embarquei!
Em Toronto está muuuuuiiiiitooo frio! ...Bem mais que em NYC. Estamos ao redor de -15 graus...osso...
Minha familia me recebeu bem e estou super bem acomodada. Na mesma casa, há um menino e duas meninas, uma mexicana e uma venezuelana... mas cada um em seu quarto! (CALMA MOMMY!). Como neva demais, ainda não foi possivel perceber a beleza da cidade... pra falar a verdade, achei bem feia por enquanto.. hhehehhehehe
Nunca vi tanto brasileiro por metro quadrado como aqui na escola...socorro!!! tem que ficar esperto pra não falar português... Hoje não estou tendo aula: fiz apenas provas de nivelamento e, como era de se esperar, fui mal na de gramática...
O primeiro dia é sempre tenso, mas hei de me encontrar em breve...
See you.
Luiza

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

NYC 2

Hoje o dia acordou branco. Era a neve caindo e engrossando meu estoque de perguntas: como sair de casa com o céu derramando esse gelo todo? Por mais que a gente se planeje e tente antecipar o que pode acontecer durante uma viagem a um país estranho, somos sempre surpreendidos por coisas que sequer podíamos imaginar antes de sairmos de casa. Por isso, meu primeiro dia em NYC foi bastante crítico, já que tudo era novidade, incluindo as famigeradas torneiras do banheiro...hehehe
Descobri muitas coisas em poucos dias, inclusive que meu anjo da guarda não brinca em serviço...hehehehe..o bichinho anda trabalhando adoidado desde que cheguei.
NYC faz a gente respirar cultura e beleza: pra todo lado tem um Museu, um teatro, um cinema, uma vitrine que merece ser admirada por mais parecer uma obra de arte... Os Museus são enormes e democráticos: todos entram, fotografam, aproveitam...mas eles são tão grandes e ricos em informação, que não dá pra ver e absorver tudo em um dia...
NY é linda de um jeito, que tudo o que a gente pensa quando anda por ela é em compartilhá-la com quem a gente ama. Dividir, dividir, dividir. Esse é o verbo que eu mais gostaria de estar conjugando aqui.
Feliz ano novo!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

NYC

Posto diretamente da loja da Apple, em NYC, aproveitando que entrei aqui pra evitar o congelamento total dos meus dedos: muitos graus abaixo de zero no momento. Para todos os que aguardam um sinal de vida, fiquem tranquilos: estou bem e anestesiada: pelo frio e pela cidade...hehehehehe... Isso aqui é sensacional!! Bem que o Hellyd (amigo, querido!) me avisou que a magia aqui rola solta: cidade realmente apaixonante.
Hoje visitei o Madame Tussauds e o Museu de História Natural. Surpreendente! Fotos pra dar e vender! Andei bastante pela 5th e 7th avenidas também: "sale" pra tudo quanto é lado. Haja auto-controle!
A cidade está lindamente iluminada por causa do Natal.
Minha temperatura corporal voltou...vou pro hotel! Prometo um post decente em breve! hehehehe... Bjo a todos.

domingo, 20 de dezembro de 2009

DE MALAS PRONTAS

Até pra sonhar é preciso coragem. Tenho descoberto isso nos últimos meses, quando sementes há muito tempo cultivadas começaram a dar frutos e meu intercâmbio a se tornar realidade. No próximo domingo embarco rumo a Nova York e, depois, ao Canadá. Embora uma viagem dessas não nasça de um dia para o outro e eu esteja pensando nela há um bom tempo, as últimas semanas têm sido de ansiedade e nervosismo permanentes. Ando com borboletas no estômago, como uma menina apaixonada mas, agora, pela ideia de descobrir o mundo.


Na mala de um viajante de primeira viagem, tudo é dúvida. Até sobre o que parece mais simples e óbvio, conseguimos produzir algum tipo de ressalva, sempre criando sentenças condicionais, começadas com " e se..." e terminadas na decisão de criar um "plano B" pra tudo. Instinto de sobrevivência, será? Acho que não, ?! Tá mais fácil ser instinto de publicitária viciada em planejamento... hehehehe


E, é claro, a minha ansiedade transbordante andou molhando os que estão ao redor: os primeiros a levarem o banho foram meus pais. Então, mesmo que eu vá embarcar sozinha, tenho certeza de que os próximos dois meses serão de viagens imaginárias para muitas pessoas que dividiram esse sonho comigo de alguma forma, dando dicas, escolhendo destinos, comprando ingressos, me dando guias, me preparando para a neve. Portanto, em vocês, sempre tão dispostos a me empurrar pra frente, faço um carinho, transformando esse blog em um diário de viagem pra que, de alguma forma, seja possível COMPARTILHAR o que vou ver, sentir, viver. Mãe, pai, Alice, Ni, Mili, Dani, Tia Andreia, Tio Wellington, Amanda, Dindo, Dinda, Hellyd, Flávia, Marquinhos e todos aqueles que quiserem chegar e acompanhar, vocês acabaram de ganhar o visto!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CASO UNIBAN

Há pouco mais de uma semana eu e uma amiga (Raquel Camargo) demos um mini-curso em um congresso, em que discutimos redes sociais e seus desdobramentos na vida das pessoas, das empresas, das marcas. Selecionamos alguns cases que julgávamos interessantes e, um deles, no momento recém-nascido, era o da Uniban.
Colocamos o caso em discussão inicialmente com o propósito de que nossos alunos discutissem o posicionamento da Faculdade. Até o momento tínhamos o vídeo da garota sendo hostilizada nos corredores da escola e as publicações de alguns blogs em que o Secretário Geral da unidade em que ocorreu o caso se identificava como Tiba e entrava em contradição ao comentar o assunto.
Mas logo de imediato a discussão proposta no mini-curso extrapolou as redes sociais (a imprensa se pautou pelos blogs que, em primeira mão, comentaram o caso) e mergulhou no campo educacional. Primeiro, porque o vídeo mostrava um território sem lei. Nos perguntamos várias vezes sobre o tipo de relação mantida entre professores e alunos e entre diretoria e alunos na Uniban, para que dezenas de estudantes deixassem a sala de aula, filmassem, fotogravassem e gritassem em coro palavras de agressão contra a aluna ameaçada de estupro, sem que nada fosse feito para impedí-los. Também soou estranho que o responsável pela escola, designado para falar oficialmente em nome da instituição, se identificasse por um apelido: Tiba.
Ficou, portanto, evidente a falta de preparo da escola não só para lidar com a questão, mas para compreender sua própria função de instituição de ensino. E ficou difícil de imaginar, já naquele momento de discussão durante o mini-curso, a existência de um projeto pedagógico. A Uniban parecia mais um exemplo das faculdades que se tornaram meras máquinas de ganhar dinheiro.
O desenrolar da questão, no entanto, fez as coisas se tornarem ainda mais graves. Primeiro, a aluna expulsa. Em seguida, o questionamento do Ministério Público sobre o direito de defesa da estudante. E, então, a expulsão foi revogada...
Em momento nenhum penso que a discussão sobre o caso deve cair na rasura do argumento que condena os trajes usados pela aluna para ir à faculdade. Esse é um tópico que tem a ver com bom senso (ou a falta dele). Já o erro da faculdade e dos demais alunos, que berravam palavras de baixo calão no corredor, é de natureza ética e de direitos humanos. O que a Uniban parece estar fazendo? Simplesmente respondendo às expectativas que, de forma ingênua e atabalhoada, julga serem a da sociedade civil e a da imprensa. Ou seja, a Faculdade muda de rumo conforme sopra o vento. Nisso há um pequeno detalhe: a Uniban não vende banana, mas ensino. É a profissão das pessoas e a forma com que elas conduzirão suas carreiras que está em jogo.

Mais um capítulo da velha história sobre o ensino brasileiro. Enquanto permanecer a ideia de que a questão é numéria, ou seja, de que basta abrir faculdades em toda esquina, a qualidade vai continuar nos passando suas rasteiras...