sexta-feira, 21 de agosto de 2009

QUE SUCO É ESSE?...ESQUECERAM DE ME EXPLICAR.

Os consumidores de suco de caixinha devem ter notado uma mudança na "cara" e na diversidade de produtos disponíveis no mercado. Pois é. Trata-se do reflexo de uma ação da Coca-Cola com o objetivo de reposicionar as marcas de suco pertencentes ao grupo. Até a mudança, a Coca mantinha no mercado o Vale na caixinha, o Valle na caixinha versão light, o Valle na lata, o Valle na lata light, além das versões normal e ligth nas caixas de 1L. O mesmo ocorria para o suco Mais. Além disso, havia a versão caixinha do suco Kapo, voltado para o público infantil.
Agora, estão disponíveis apenas 3 tipos de produto:

1 - Valle Mais - aqui, houve uma unificação das marcas Valle e Mais. Destinado a jovens, adultos e terceira idade, o suco está disponível em caixas grandes e latas, com opção comum ou light. Ou seja, não há a versão caixinha desse suco, seja normal ou light.
2 - Valle Kapo - É o suco Valle velho de guerra, porém em versão caixinha, com desenhos infantis e também sem a opção light. Aqui, há a opção caixinha de suco com açucar para cobrir a falta dessa opção na marca Valle Mais. No entanto, o consumidor continua sem a opção light. Um outro problema observado nessa situação é a associação da marca Valle com a marca Kapo e o que ela desperta na lembrança do consumidor. O suco Kapo é um suco ralo e açucarado, de baixo valor nutritivo. Ou seja, ao unificar as marcas, a Coca não estaria forçando esse tipo de associação e, com isso, criando a rejeição do consumidor?
3 - Kapo - Voltado para o público infantil, continua tão intragável quanto antes.

Você deve estar se perguntando se a Coca me pagou uma grana pra eu fazer essa explicação que ela mesma deveria ter se preocupado em dar ao consumidor. Não, isso não é um post pago, mas tive que passar por todas essas explicações para chegar ao que realmente importa: qual o motivo de uma marca se reposicionar?
Tudo bem que os motivos são inúmeros e que não dá pra fechar uma formulazinha sobre isso. Mas, no geral, poderíamos pensar em uma estratégia que visa agregar algum valor ao produto ou serviço, melhorando a sua aceitação junto ao consumidor.
Pois é... com base nesse raciocínio, a Coca está equivocada ao propor uma reorganização completamente confusa e, ao que parece, baseada em vontade própria e não na do consumidor (o que é decepcionante em se tratando de um grupo da projeção e importância da Coca).
Conforme relato de comerciantes que lidam diretamente com os produtos e os clientes nos pontos de venda (e esse post foi, inclusive, uma sugestão de um deles! obrigada!), os consumidores reclamam constantemente da falta de um suco de caixinha light e se sentem inseguros de comprar o Valle Kapo, em virtude do recall negativo ativado pela marca Kapo. Consequentemente, sem opção, esses clientes manifestam insatisfação ao se sentirem "obrigados" a pagar mais caro para comprar o Valle Mais, uma vez que ele só está disponível em lata.
Ou seja, um tiro no pé. E o esquecimento de um princípio-chave na vida de um profissional de comunicação: fazemos comunicação para pessoas. Sempre. Temos que estar dispostos e preparados para ouví-las. Será mesmo que a Coca decidiu se reposicionar depois de uma pesquisa de mercado que indicasse essa necessidade? Pela confusão na cabeça do consumidor e a dificuldade de se explicar do que se trata cada versão de suco, parece que não...
Atenção outras marcas de suco existentes no mercado!!!!! Não seria essa uma oportunidade?

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

VAI COMPRAR A BRIGA?

A falta de perícia das empresas para lidarem com os clientes anda nos rendendo frutos memoráveis... Os erros em si são grotescos e trazem muita dor de cabeça mas, o que é interessante, é a forma com que os clientes tem se apropriado da situação e, mais que isso, conseguido revertê-las totalmente a seu favor. Passamos do estágio em que a falta de pró-atividade e profissionalismo das organizações terminava nas gavetas das secretárias, nas filas de processos judiciais, em pizza, enfim. As redes sociais e o potencial de viralização dos conteúdos na Internet têm contribuído para mudar essa realidade de alguma forma. E, essa mudança, acabará fazendo, a médio e longo prazo, com que as empresas comecem a se posicionar mais dignamente diante dos erros que cometem e dos serviços que prestam... Como já discutimos aqui, as marcas não estão mais sob o poder das organizações. Consequentemente, há cada vez menos espaço para tentativas de ingnorar ou de enganar o consumidor. Consumidor este, cada vez mais bem informado e disposto a colocar a boca no mundo. A última a circular na rede:





...Ou seja, um vídeo bem produzido, engraçado e resultado da negativa da companhia aérea em arcar com os prejuízos do passageiro... Resultado: quase 5 milhões de views e a empresa querendo negociar com o cara pra que ele tire o vídeo do YouTube. Cliente insatisfeito é cliente engajado! Vai comprar a briga?

sábado, 25 de julho de 2009

HUMOR ESPERTO

Olhem que estratégia esperta a agência de publicidade Filadélfia, de Belo Horizonte, utilizou pra promover sua seleção de estagiários:

Algo simples e aparentemente pouco atrativo - um processo de seleção - transformado em uma ação de marketing sutil, que faz a marca circular e envolve outros tipos de público que não os candidatos a estágio. Uso inteligente da internet!

segunda-feira, 13 de julho de 2009

PEQUENO DELEITE

Incrível! Mais um exemplo de que é a Internet é mesmo um espaço de reinvenção. Divirtam-se e curtam o site do FOX aqui! (Dica da Inês)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O SHOW TEM MESMO QUE CONTINUAR?
















Deixo as duas imagens para serem digeridas ao longo dos próximos dias. Não deixa de ser um comentário aos desdobramentos da morte de Michael Jackson ao longo desta semana... E, assim, o mundo vai alternando seus desfechos entre o pão (no Brasil, prefere-se pizza!) e o circo! Afinal, o show tem que continuar. Ou não?

sábado, 4 de julho de 2009

CONVERGÊNCIA. QUE BICHO É ESSE?

"Convergência de mídias" entra tranquilamente no pacote das expressões em alta no mundo da comunicação. Ainda estamos em um terreno de experimentação, testando e descobrindo o que pode ou não ser feito, o que funciona ou não. Por isso, nem sempre a convergência é pensada com a amplitude com que poderia, mas, sem dúvida, não se trata de mero modismo. Essa palavrinha veio pra ficar.
Convergência de mídias não passa só pela junção de recursos audiovisuais em uma mesma peça, ou seja, pela associação de vídeo, arquivos de áudio, textos, imagens em diferentes formatos, links, entre outros. A produção de conteúdos híbridos, que mesclem referências e recursos é sim uma tendência à medida em que se entenda que as mídias são complementares e não excludentes. Articulá-las é poder enriquecer os conteúdos e ampliar a profundidade com que eles são tratados. Trata-de do uso estratégico e articulado das mídias em torno de um objetivo de comunicação.
Convergência também é, portanto, reapropriação. Tendo clareza dos "porquês" é possível brincar com os "como". "Como fazer" é um terreno infinito de possibilidades e, por isso, as ferramentas podem ser utilizadas de maneiras múltiplas e à luz da lógica de funcionamento de plataformas e dispositivos a princípios não associáveis.
Para fechar, um exemplo brilhante do que discutimos: a home page da agência BooneOakley, feita no YouTube:

domingo, 28 de junho de 2009

SUPER OBAMA!

Um pouco de diversão vai bem...sempre!