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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

DIAS DE BOTE EM DIVINÓPOLIS!


Shows da Globo à parte, estamos vivos! E bem vivos!... A cidade está inteira, se recobrando do susto. E a água voltou para o lugar onde deve estar: o leito dos rios. Já nas torneiras, ainda convivemos com escassez, obrigando a população a uma greve forçada de banho ou a optar pela compra de caminhões de água potável, vindos de poços artesianos ou de cidades vizinhas (como foi o caso do prédio em que moro). Tristezas à parte pelos que choram as casas inundadas e os bens perdidos, o choque é sempre bom pra trazer às vistas o que sabemos mas, por comodidade, preferimos não levar a sério... Fomos obrigados a viver e a conviver com o que parecia apropriado somente aos cenários de guerra do oriente médio, à pobreza africana ou aos lugares “acostumados” às catástrofes ditas naturais. A rotina quase sempre adormece a memória. Torna preguiçosa a lembrança do que nos é realmente importante. A água é uma dessas coisas. Se ficar sem luz já é um transtorno, sem água é uma verdadeira catástrofe. Mas, mais uma vez, não dá pra culpar a natureza. É o preço que estamos pagando pela burrice nossa de cada dia...

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

VALHA-NOS SANTA!...CATARINA

...E mais uma vez a natureza tira o seu sarro e mostra quem é que manda! Mas, agora, o cenário de destruição não está do outro lado do mundo, em ilhas asiáticas ou no oriente médio. A desgraça bateu à nossa porta, invadindo o país abençoado, satisfeito por não ter terremotos nem furações. Lama, água por todo lado, casas destruídas, mortos, histórias submersas, famílias desfeitas, vidas perdidas. Acima de qualquer perda material, uma tragédia humana das piores que já pudemos presenciar no país. Em alguns países o vento, em outros o tremor de terra. No Brasil, veio água. Água que, ironicamente, assim como um espelho, pode refletir. E, nesse momento, ao olharmos nela, vemos a imagem de nós mesmos e das populações de todo o mundo: há muito tempo não estamos mais falando de fenômenos "naturais". Eles são, acima de tudo, humanos, e mostram como o tipo de vida que estamos levando pode se virar contra nós mesmos. E mais cedo do que poderíamos prever!