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quinta-feira, 4 de junho de 2009

InterACT 2009 - 3° parte

Para os que não puderam comparecer, para profissionais e simpatizantes da área de comunicação, para os fiéis leitores desse blog, enfim, o último post sobre o que rolou de melhor no InterACT 2009.
"Planejar é ajudar a extrair o melhor de cada coisa". É com essa frase simples e genial que eu resumiria a palestra de Alexandre Bessa, da Gringo, que falou sobre coordenação de projetos na criação interativa. Definição de objetivos, planejamento, mobilização recursos adequados e cronograma compartilhado pelo cliente e por todos os profissionais envolvidos no projeto. Foram esses os elementos principais apontados por ele, como necessários à otimização dos trabalhos de comunicação e obter os resultados esperados.
Suzana Apelbaum, da Hello, falou sobre inovação na criação digital. Ela insistiu em um ponto que também já discutimos aqui no blog. Fala-se muito da necessidade de inovação. "Inovação" compete de perto com "interatividade" como as palavras da vez, que todo mundo adora usar, mesmo que não saiba exatamente o que significa. O que é inovar? Mais uma vez voltamos à boa e velha questão: quem é o nosso cliente? Qual o nosso objetivo? Inovação é menos um conceito fechado e mais um produto contextual, que depende na natureza do cliente e do estágio de maturação em que ele - ou o produto que ele oferece - se encontra. Vale a reflexão, apesar dos excessos de Suzana, dizendo que ela e o sócio mandam os clientes tomarem no ...
E, finalmente, Emerson Calegaretti, do MySpace, fechou o dia com chave de ouro. Ao traçar as características do novo consumidor, como sujeito que pensa, compartilha, influencia, Emerson chegou às variáveis:
CAMPANHA X CONVERSA
PRODUTO X EXPERIÊNCIA
PREÇO X VALOR
INFLUÊNCIA X ENGAJAMENTO
EU X VOCÊ
Em vermelho, princípios que devem ser pensados quando falamos de comunicação digital e, principalmente, de comunicação para esse novo consumidor. Não estamos insinuando o fim das mídias off-line nem que a Internet vai salvar o mundo, mas deixando claro que alguns conceitos precisam ser aprimorados e ampliados para darem conta desse novo contexto. Portanto, aos que se agarram ao pé de Kotler como ao pé de Deus, vamos ao menos considerar a possibilidade de ampliar perspectivas abarcando novas variáveis, ok!?
E assim terminamos a cobertura do InterACT 2009. Dúvidas, críticas, sugestões...Estou à disposição. Seguimos cobrindo outros eventos da área e discutindo o que rola no mundo digital e fora dele...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

InterACT 2009 - parte 2

Como prometido, mais uma postagem sobre as palestras do InterACT 2009. Agradeço os mais de 6oo views e a repercussão positiva do primeiro post. Pra quem não pôde acompanhar ao vivo, uma oportunidade de ficar por dentro do que rolou de mais interessante no evento.

Michel Lent, da Agência Ogilvy Interactive Brasil, falou sobre criação estratégica e comunicação na web. Michel se apresentou logo depois do Fabiano Coura (tema do post anterior) e aproveitou pra fazer um contraponto aos cases apresentados por ele. Michel insistiu que, mais do que desenvolver ações geniais e megalomaníacas - que, aliás, não costumam ser a rotina das agências - os profissionais de comunicação devem focar em atender os objetivos do cliente, mesmo que o trabalho resultante dessa demanda não seja inédito ou concorra a um grande prêmio.

A partir disso, as principais questões apontadas por Michel para o desenvolvimento de campanhas que envolvam mídias digitais foram:

1- Entender as necessidades do cliente. Isso implica não só em responder demandas adequadamente, mas em perceber oportunidades pertinentes e apresentá-las ao cliente.
2-Encontrar a solução do problema do cliente e, a partir disso, traçar as estratégias e escolher a mídia, sempre tendo em mente o público-alvo.
3-Medir resultados sempre. A internet ainda é alvo de muita desconfiança e um jeito de contrapor isso é traduzí-la em negócio, em resultado.

Sobre o ponto 2, Michel fez uma colocação interessante de que a internet não possui "internauta". Chamo atenção para isso, pois é um aspecto crucial para o entendimento das especificidades da internet. Como já discutimos aqui, os princípios das mídias off-line não podem ser simplesmente transpostos para o ambiente on. Caímos na questão da segmentação da audiência e nas circunstâncias de uso da internet. Quando entendemos que não há um "internauta", assumimos não só que estamos falando de pessoas / usuários / interatores completamente diferentes entre si, mas de sujeitos que usam a internet em um determinado contexto e não que estão permanentemente conectados e só sofrem influência do que acontece na rede.

Michel apresentou alguns cases brasileiros, com destaque para o da Dove InvisibleDry. O objetivo era comunicar o benefício principal do produto (não deixar manchas brancas na roupa). Eis o vídeo sobre a campanha:



E um outro case da Dove, em que foi criado um site com informações sobre o produto e com canal aberto para a participação do interator:



Tá parecendo um jabazão da Dove, mas os cases da marca estão entre os mais interessantes e nem todos os exemplos dados nas palestras estão disponíveis em vídeo na net.

No próximo post, as considerações finais sobre o InterACT e mais sobre as palestras...

domingo, 24 de maio de 2009

INTERACT 2009

O Interact 2009 terminou com um balanço positivo. Nos próximos dias tentarei (porque a vida anda caótica) fazer o resumo comentado de algumas palestras, a começar pela do Fabiano Coura, da Neogama/BBH.

Fabiano fez uma contextualização sobre o lugar que a Internet e as mídias digitais ocupam no cenário atual, com destaque para:
-O controle saiu das mãos da empresa e está migrando para as mãos dos consumidores. As marcas não estão mais sob o domínio das organizações.
-A propaganda vive um momento de descrédito por parte dos consumidores. Amigos, família e outros grupos sociais têm mais representatividade e influência nas decisões de compra.
-Na internet a atenção das pessoas não está à venda. Por isso, vale investir no envolvimento ao invés de buscar a atenção das pessoas, e na ampliação da dedicação ao invés do estímulo ao desejo.
-A comunicação acontece em uma velocidade orgânica, em virtude da viralização dos conteúdos.

Entre os vários cases utilizados durante a palestra, destaque para o da Dove, que sintetiza brilhantemente os aspectos pontuados acima, além de ilustrar algumas discussões sobre viralização que já tivemos aqui no blog:



E a resposta quase imediata, que rendeu mais views do que a primeira peça:



A partir disso, 10 elementos-chave que devem ser observados na comunicação online:
1-Oferecer comunicação como serviço
2-Convidar para participação
3-Envolver com histórias
4-Explorar vínculos emocionais
5-Recrutar para causas nobres
6-Envolver através de polêmica
7-Disponibilizar conteúdo diferenciado
8-Levar diversão à vida das pessoas
9-Gerar experiência de imersão
10-Surpreender sempre

Ressalto que esses 10 pontos não constituem um manual de coisas infalíveis e a pretensão nem é essa. Trata-se de aspectos estudados em profundidade e muito bem fundamentados por cases e pesquisas...Quem tiver interesse em saber mais sobre cada um deles, pode solicitar aqui no blog que eu faço um outro post ou mando links com exemplos...